quinta-feira, 29 de maio de 2008

T T T (legenda: tudo tende ao tédio)

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Estou a poucos passos de cometer suicídio sócio-virtual.

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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Diálogos familiares

Fernanda, volta o rosto para sua mãe e diz (amável):
- Tô com uma vontade de fazer uma viagem...
Mãe: - Ahn?!
Fernanda (ainda amável): Vontade de fazer uma viagem para um lugar novo, sabe?
Mãe: - Fazer o quê?
Fernanda (perdendo a paciência, séria): Uma viagem para um lugar novo, sabe?
Mãe: - Pra onde?
Fernanda (irritada): Um lugar NOVO!.
Mãe: - Que lugar novo?
Fernanda (alterando a voz): Não sei, UM LUGAR NOVO! NÃO SEI QUE LUGAR!!! SÓ UM LUGAR NOVO! VONTADE DE CONHECER UM LUGAR NOVO! SÓ ISSO.

Cenas diárias

***
Cena 1: Perto do centro da cidade, ou talvez mais pra lá, o sol batendo na cara. Em uma calçada qualquer, um cara, desses que vendem artesanato na rua, sentado no chão se coçando, bem sujo, sujo-sujo-sujo, de fuligem, de poeira, de qualquer sujeira costumeira, se coçando todo.
Cabelo ruivo/loiro sujo, alto como um europeu, olhos azuis, mais azuis que o céu, azuis no tom que eu gosto, aquele azul que é quase marinho. Todo queimado de sol, dourado por debaixo da sujeira. Barba por fazer como era de se esperar. Corpo de surfista. Uma visão em pleno centro de São Paulo, às 14 horas, em meio ao caos diário.
Enquanto minhas memórias ouviam algum dia alguém comentar que o amor de minha vida poderia estar em qualquer esquina, eu torcia para que aquela fosse a esquina certa e desejava ser extremamente rica, a ponto de resgatar aquele ser humano estúpida e ofensivamente lindo das ruas, dar banho, dar comida, dar educação, dar cama, dar amor e carinho, e acabar sendo traída por ele com qualquer outra mulher, pois no fim das contas ele é homem e ingrato, como o resto.

Cena 2: Dentro de um restaurante libanês, comendo comida típica, incluindo o fantástico, e descoberto recentemente pelo meu paladar, pão folha. Conheço um doce, que não consegui guardar o nome ou algo além da forma física, feito com massa folhada, enrolada/dobrada um milhão de vezes em torno de um recheio de nozes e adoçado e umedecido devidamente com mel... Essa foi a impressão da primeira mordida. A mágica da descoberta de o que seria aquele doce. Na segunda mordida houve a assimilação dos sabores maravilhosos misturados. Na terceira mordida a imagem da tranquilidade do mar da pérsia. Quarta mordida: Dentro de um palácio oriental, com telhados em formato de tetas, pé direito alto, devidamente construído para ser um lar fresco, entra o ar morno mediterrâneo, enquanto o sabor do mel envolve a língua, garganta, sentidos... Quinta mordida: uma nostalgia de um amor difícil e intensamente vivido. Sexta mordida: tristeza e concentração por ser a última mordida.
Fim do doce: sensação de ter comido algo feito com magia e sentimento. Com pureza. A quebra perfeita do dia. Um sopro de nova energia e sono ao mesmo tempo.

*
*

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Devo dizer...

Cuidado comigo.
Por favor, tomem cuidado comigo.
Porque eu não tenho nada a declarar ultimamente, e ando dando uns foras animais.
Falando muita coisa sem sentido, sem pensar por aí.
Porque eu ando vivendo de menos.
Sentindo essa anestesia que vem sendo aplicada em doses homeopáticas, ou seriam doses homéricas?
Me rasgando, me revelando e decepcionando pessoas.
Decepcionando da forma mais estúpida e simples que há.
Porque nesses 23 anos foi tudo o que aprendi a fazer.
Só aprendi a destruir expectativas.
E como boa filha única que sou, aprendi muito bem a ficar e a me manter sozinha.
Bem sozinha.
Agora eu sei o que é acordar de manhã e não saber mais se é realidade ou sonho. Não saber se já é amanhã, ou se é ainda ontem, ou sequer se é hoje.
Confundo memórias e horas.
Confundo nomes e rostos.
Não consigo mais guardar ninguém na memória. Ou no coração.
Desaprendi a escolher e sequer querer caminhos para seguir.
Tanto a tranquilidade quanto a felicidade são duas das constantes mais chatas.
Até agora não entendi por quê a paixão não pode ser uma constante...
Até agora não aprendi muita coisa.
Só aprendi, com cada pessoa que conheci (sem exceções, ou seja, isso inclui você), a ser superficial e falsa.


P.S.: Odeio novela!
6 pedidos de casamento na novela das 8.

domingo, 25 de maio de 2008

"Quoting me"

"...eu quero sair de casa me sentindo bem bonita, mesmo que qualquer panaca tente me convencer do contrário ao longo da noite. Como sempre fazem. Mas isso é só porque tem muitos panacas espalhados por aí.
Rárá... muitos panacas mesmo. Eu poderia apontar um monte brincando de pular amarelinha."

E isso, agora, basta.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

A vida pulsa novamente

De pernas abertas dentro da camisola de muitas guerras, em frente ao notebook, meu velho Jack, escrevendo...
Ouvindo o amigo dos espertos: Lou Reed.
Me preparando para sair de casa e ir afiar minhas garras porque essa noite promete.
Porque, como uma amiga minha disse no orkut, é hoje que a roosevelt vai tremer.
E eu digo que não só aquela praça enfeitiçada mas a cidade toda vai tremer.
Porque hoje voltei a sentir aquele sabor de boas mudanças no canto do céu da boca e meus olhos estão piscando lentamente de sabedoria pervertida.
Porque hoje além das garras resolvi afiar meus pensamentos e minha língua e prometo que estarei imperdível.
Porque hoje o dia está agradavelmente quente e quando esquenta assim o sangue inflama cheio de vontades safadas...
Porque hoje eu quero sair de casa me sentindo bem bonita, mesmo que qualquer panaca tente me convencer do contrário ao longo da noite. Como sempre fazem. Mas isso é só porque tem muitos panacas espalhados por aí.
Rárá... muitos panacas mesmo. Eu poderia apontar um monte brincando de pular amarelinha.
Eu poderia voltar a pular mais amarelinhas, porque é exatamente esse o sabor que a vida tem que ter.
Vou lá.
E quem quiser me encontrar hoje é só pegar o carro e sair dirigindo pelo centro da cidade com um whisky no meio das coxas...

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Em branco

Passando o dia entre travesseiros e lençóis...
Imaginando se alguém pensou em mim hoje. Ou se só voltarei a existir mesmo amanhã.
O apito do guarda de ruas.
Um copo d'água ao lado da cama.
Vendo a lua aterrissar silenciosa e calmamente na minha janela aberta pra noite, para o mundo.

Um baralho de símbolos mentais

Ontem fui assistir a peça "O Natimorto". Uma peça com muitos diálogos e muitos cigarros.
Entre umas piadas e algumas risadas, muitos medos vão sendo expostos, muitas sinceridades.
Muitas falas faladas de forma muita rápida por um personagem prolixo e uma outra reflexiva e atenta vão jogando sua cabeça numa espiral de reflexões e medos próprios.
Os atores dão uma aula de articulação. Nos prendem ao rítmo deles enquanto tentamos respirar por eles em meio a toda fumaça, em meio a todas aflições e inseguranças.
O texto tem momentos de sutil sensibilidade extrema.
Uma tirada após a outra vai aquecendo e cutucando o coração com conta-gotas.
O destino, ou a possibilidade de um destino, a sina, a sorte, a esperança, se insinuam em um baralho mental da interpretação das inconvenientes figuras que vêm estampadas nas caixinhas dos cigarros, "cowboy light".
Tudo isso acompanhado por músicas assustadoras e belas, cuidadosamente escolhidas.
É uma peça de beleza cirúrgica, que vai atacar seus sentidos e vísceras.
Pena que vai só até semana que vem e eu não poderei ir novamente. Recomendo, recomendo, recomendo.
O texto é do genial Lourenço Mutarelli e a direção do brilhante Mario Bortolotto. Parabéns meninos!

O NATIMORTO
Local: Espaço Parlapatões
Preço(s): R$ 20,00.
Data(s): Até 28 de maio de 2008.
Horário(s): Terça e quarta, 21h30.

Um pedaço do texto me marcou bastante por ser justamente o que eu acredito desde a infância, eu também acredito que só existo para as pessoas quando estou ao lado delas.
E acho que nunca foi ou vai ser diferente.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Esse meu velho...

Gente, meu pai não tem malícia.
Ele é apaixonado por filmes água com açúcar, por comédias românticas.
Tem medo dos filmes de terror, não tem paciência para suspenses.
Faz brincadeiras completamente sem graça por pura inocência e fica chateado se não rimos.
Adora doces. Daqueles mais melados.
Acredita na bondade dos seres humanos.
Mas deve ser porque ele é um cara muito bom.
Morre de posse de minha pessoa pelo simples fato de que acredita que eu ainda tenho 4 anos de idade e me trata assim.
É um dos caras mais espiritualizados que já conheci.
Possui sensatez e ética admiráveis.
Ele acredita nas pessoas, leva em frente o que elas falam.
Ele é um cara raro.
Ele tenta ser sempre sincero.
Esconde sua timidez com extroversão. Acaba falando demais. Gesticulando demais.
Se perde. Vira chato.
Não gosta de jantar sozinho.
Não gosta de assistir televisão sozinho. Fica bravo. Bem brabo.
Dorme em frente a Tv, segurando bem forte o controle remoto, e acorda se trocamos de canal.
Vive dizendo que vai mandar meu cachorro embora, mas adora cachorros.
Ama a família. Toda ela. Odeia separações.
É o único homem que eu conheço, nesse mundo inteiro, que não é superficial.
Adora jogar sinuca e almoços de domingo.
Ama minha mãe.
É mimado. Acha que tem razão. Dono da verdade, sabe?
É egocêntrico, às vezes.
É sensível. Mesmo tentando mostrar que é forte.
Acho que é único.
Ele é único.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Burburinho

Há um burburinho constante em volta dos meus pensamentos.
Principalmente dos pensamentos sobre você.
Tudo o que eu pedi foi uma mão.
Você me olhou de cima e cruzou os braços.
Fez questão disso.
Eu caí mais sozinha ainda.
Mas já nem ligava para a queda.
Caí sozinha com olhos arregalados e céticos.

É engraçado esse seu sentimento de auto-preservação.
Esse medo de mim.
Essa porra desse medo de todo mundo.
Que todo mundo tem de todo mundo.

E eu que acreditava que você era corajoso.
Que era diferente.
Corajoso que nem eu.
Minha coragem só tem me afastado das pessoas.
Mas o medo também afasta as pessoas das pessoas.
Nem suas experiências te tornaram mais corajoso.
E daí quem caiu foi você.
Você caiu um pouquinho para mim.

E daí caiu cada um para cada lado.
Lados diferentes.
Criando essa nossa distância tão atual.

Suporto tudo, menos pessoas medrosas.
Não tô aqui falando de qualquer medo não.
De medo de altura, medo de montanha russa, medo de aranha, medo de dirigir, etecetera, etc...
Estou falando de medos reais. Daqueles que não tem como fugir.
Que fazem o coração doer e a cabeça perder o juízo.
Que fazem você acreditar que não vai dar para continuar a vida se não tomar uma atitude, boa ou ruim...
E você só mostrou fraquezas.
Se fechou naquela sua zona de conforto.
Assim fica muito fácil.
Fica igual abraço de mãe quando entra uma farpa no nosso dedo.
Fica quente e tranquilo.

Eu sou corajosa demais para me acomodar em abraço de mãe e zona de conforto.
Estou atrás de alguém que pule em precipícios reais atrás de mim.
Que saiba sentir de verdade.
E não tenha medo disso.

domingo, 18 de maio de 2008

Nowhere to go

Sabe quando você vai aos lugares que sempre ia e percebe que aquilo tudo que um dia foi tão emocionante e legal e novo está começando a perder a graça, enquanto as pessoas perdem as máscaras?



Sabe quando você acorda e olha a cama grande e vazia em volta de você e começa a desejar que o sonho seja a realidade e não quer acordar nunca mais?



Há algo de engraçado no medo que as pessoas sentem. Nos diferentes tipos de medo.



Há algo de esquisito na tranquilidade que buscamos.



Sabe quando você desconstrói sua imagem para uma pessoa, deposita sua confiança, e ganha em troca solidão?



Sabe quando você se dá conta de que ninguém está realmente do seu lado? De que não há mais graça nas conversas? De que você nunca vai recuperar o que não soube aproveitar na adolescência e que agora não tem para onde ir?



E agora você não quer mais ir. Em direção nenhuma.



Pois é...

terça-feira, 13 de maio de 2008

Fading away...

¨¨¨¨¨¨
É essa minha mania de ir desaparecendo da vida das pessoas em silêncio.
Essa mania de sair à francesa.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Dor flexível

Frio e cólicas.
Um útero que pede atenção.
Recorro ao remédio proibido pelo médico.
1 dorflex.
Pressão caindo. Vertigem.
Mimos de mãe. Mimos da amiga.
Pão com mortadela.
Bolsa de água quente para acalentar e calar o útero.
Mais dor.
Repouso e chá quente.
Mais mimos. Mais chá.
Sem forças para sequer tirar o esmalte lascado das unhas com acetona.
Nostalgia do cheiro de acetona. Do cheiro de gasolina de avião.
Vou tomar mais alguns dorflex antes de cair de dor ou de sono.
E vou desmaiar. Com trinta e dois edredons me cobrindo.
1º dorflex chegando ao estômago.
Uma garrafa de água.
Banho quente. Fumaça.
2º dorflex descendo pela garganta.
Um copo de whisky.
Tontura, vertigem, labirintite.
Remédinho engraçaaado esse.
Sono irresistível. Corpo leve e mole.
Eu pego minha bolsa amarela e me caso com o dorflex...
E dormimos felizes para sempre essa noite.

Every little hour that you sleep

***
**
*
Está aberta a temporada da InSôNiA!!!!
hahaha.
Preciso dormir.
Porque preciso acordar cedo.
Preciso pensar em coisas leves por um segundo apenas.
Porque tenho 3.728 coisas para resolver até às 9:00 am.
E não quero. Nem dormir. Nem acordar cedo. Nem resolver nada.
Quero vestir um vestido laranja com bolinhas azuis e correr pela praia descalça num cenário em escalas de cinza.
E preciso pensar mais em mim.
E também pensar menos em mim.
Preciso voltar a achar graça. Em qualquer coisa.
E sentir qualquer coisa.
Nem que seja sono.

http://www.youtube.com/watch?v=28w4_cJK8Ss

Farewell and Goodnight (Smashing Pumpkins)

Goodnight, to every little hour that you sleep tite
May it hold you through the winter of a long night
And keep you from the loneliness of yourself
Heart strung is your heart frayed and empty
Cause it's hard luck, when no one understands your love
It's unsung,
and I say Goodnight, my love, to every hour in every day
Goodnight, always, to all
thats pure that's in your heart
Goodnight, may your dreams be so happy and your
Head lite with the wishes of a sandman and a night light
Be careful not to let the bedbugs sleeptight
nestled in your covers
The sun shines but I don't
A silver rain will wash away
And you can't tell, it's just as well
Goodnight, my love, to every
hour in every day Goodnight, always,
to all that's pure
that's in your heart
***
*****
*******

sábado, 10 de maio de 2008

Algo inédito

***
Hoje algo de muito estranho me ocorreu.
Me dei conta de que já possuo tudo que preciso.
Não quero mais nada. Não tenho motivação.
Mas não por alguma crise existencial nem nada.
Apenas não preciso de mais nada.
Não tenho porque buscar algo além.
Nada me move.
Não tenho direção a seguir.
Já estou.
É exatamente essa sensação. Já estou.
Muito estranha, aliás.
Se eu pudesse apertar o stop esse seria o momento.
A frase The End poderia correr pela tela.
Porque a história não tem mais para onde ir.
Sensação de que já fiz tudo que deveria.
Já vivi tudo que precisava.
Sensação de... é isso.
É como se não tivesse mais porque emagrecer ou engordar.
Nem porque assistir televisão ou ler jornal.
Nem mais razão para conversar com as pessoas.
Juro que é um dos sentimentos mais estranhos que já senti.
E é inédito. E assustador.
***

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Sinapses

Não há mais usuário.
Vou sair por aí.
Vou buscar outros amores em outros lugares.
O coração anda fraco demais para qualquer outro susto ou preocupação.
Sonhei que eu rolava escadaria abaixo enquanto um bailarino dançava paso doble na minha cabeça.
Por tudo que vi e ouvi essa semana não busco mais amor em lugar nenhum.
Estou começando a entender que realmente não vale a pena.
Que vai sempre doer.
Que vai sempre ter um fim e que esse fim só sabe doer.
O coração anda cansado.
A respiração está fraca.
Os olhos baixos e úmidos.
É o frio, é a poluição.
É o degelo, o buraco da camada de ozônio.
É ter um emprego agora e um salário satisfatório dentro de 3 anos.
É pensar em ter filhos e em como criá-los sem depender de ninguém em um mundo que pode acabar quando eles chegarem aos trinta.
É o racionamento de água.
São o meus sonhos. E os sonhos deles contra os meus.
São as espécies em extinção.
É a gordura localizada na minha barriga e na minha bunda e na minha coxa.
São as infinitas plásticas e cremes que preciso e/ou vou precisar.
É a dieta.
São os livros que quero ler.
São os livros que preciso ler por ENE razões.
Os cursos que preciso fazer. E aqueles que quero.
É a vontade de morar um ano em cada país.
São as especializações para alavancar minha carreira profissional.
São as crianças com HIV ou com fome no mundo.
As guerras no Oriente Médio.
São todas aquelas mazelas mundiais juntas.
É o meu cachorro que não aprende nada do que eu berro para ele.
É o meu quarto que precisa ser arrumado.
É o Um Milhão de reais que não consta na minha conta.
É aquele apartamento duplex lindo que eu não consigo comprar.
São os amigos distantes.
São certos interesseiros e falsos que vivem deixando scraps atenciosos no meu orkut.
São as guloseimas.
É aquele cara que me deixou falando sozinha.
É o meu talento, é a falta de talento.
É a maquiagem borrada no dia seguinte.
São as bebidinha. É a dança da menina.
É o número de telefone que não foi pedido.
É a fumaça. São os insetos.
É a casa nova.
É a respiração fraca.
O coração batendo pequeno.
O pulso quietinho.
É a eterna busca por liberdade.
É a falta de amor.
É falta de amor.
Falta amor.
É a falta.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Manual do usuário

Não adianta insistir.
Eu não atendo portas ou campainhas.
Não atendo.
Também não atendo telefones.
Nem portas, nem campainhas, nem telefones.
Não me chame falando meu nome repetidas vezes, vou te desligar da minha cabeça.
Não me peça satisfações.
Não dou satisfações a ninguém.
Não dou.
Se quiser me pegar vai ter que escalar alguns telhados.
Se quiser minha atenção vai ter que despir-se por completo de sua vaidade.
Se quiser me conhecer vai ser obrigado a olhar nos meus olhos.
Se quiser se aproximar, sinto muito.

domingo, 4 de maio de 2008

Love in SP

São Paulo, minha puta chique.
Que me segura entre seus lábios como suas cigarrilhas perfumadas e mal cheirosas.
Sou tua a qualquer hora do dia, em qualquer feriado.
Me seduz com suas surpresas noturnas.
E prometo a excelência de cada noite tua ao meu lado.
*
*
*
Eu podia continuar te amando exatamente do jeito que já amo.
Por toda minha vida.
Porque assim não machuca.
Porque assim não dói.
E eu posso olhar seus olhos pequenos sem medo ou culpa.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Redenção

*
http://www.youtube.com/watch?v=QgH0HY6Qx4A
*
Gosto tanto desse seu ar insolente.
Do seu cheiro e do cabelo meticulosamente desarrumado.
Das nossas loucuras paulistanas.
Da velocidade das nossas madrugadas.
Das recepções e das despedidas.
Das histórias contadas.
Nossas risadas convergindo.
Dos olhares que captam momentos cúmplices.
Essa imprevisibilidade previsível dos acontecimentos.
Seus penteados desgrenhados.
Meus cabelos bagunçados.
A redenção ao sono das manhãs.
Escolhi usar apenas um perfume. Um só para você.
O pescoço anda aguardando um beijo seu.
Cheguei num momento da vida, da minha e da sua, e transcendi.
Algo inexplicável dominou meu juízo.
Meu coração pulsa enquanto é mastigado entre dentes semicerrados...
A mente confunde e os sentimentos se desesperam.
As ações foram proibidas.
Sou irremediavelmente livre e não sei se isso é bom ou ruim.
Não consigo escolher ou decidir.
Nem tomar as atitudes certas.
Então volto pra casa e tenho sonhos de você com medo do meu abandono.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Miau...

Hummmm... Frio.
Enquanto uma gata prenha branca e preta vem roçar nas minhas pernas.
Pêlos flutuam como a neve.
O Cinza e o verde da cidade.
O branco e o marrom do meu vestido.
Hoje é dia de centro cultural.
Luvas novas.
Uma explosão de cores.
Talvez novos amores...

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Sugar

Volto aqui para encerrar um dia que está em aberto.
Ficou pendurado igual minhas contas espalhadas por certos bares.
Sensação sim de um dia bem vivido após buscar o velho querer de "tudo ao mesmo tempo agora" de minhas mazelas da juventude.
Chego em casa após socar o mundo goela adentro.
Descobri uma lojinha de doces, já descoberta por muitos outros navegantes anteriores, onde cruza a Brigadeiro com a Paulista.
Me refestelei no açúcar. Me lambuzei.
Só faltou assinar o contrato de aquisição do imóvel.
Virei cliente VIP. Adquiri doces e diabetes tudo no mesmo instante.
ADORO coisinhas que me lembram a infância e o interior, tudo simples, pequeno e colorido.
Enchi um balde com todos os chocolates do mundo, digna de fazer inveja à Wonka Factory.
Não satisfeita por comprar todos os doces da cidade, já trazendo infelicidade às crianças paulistanas, passei por aquele grande M capitalista e amei muito tudo aquilo.
Overdose de comida. Definitivamente.
Andei a Paulista inteira para ver se conseguia me livrar da culpa do sobrepeso que adquiri em menos de 20 segundos de comilança.
Com as amigas mais queridas do mundo, andando e papeando pela avenida igualmente mais querida.
Olha só, comprei luvas roxas de uma boliviana simpática. Açúcar demais realmente faz mal.
Desci rolando a Brigadeiro e esperei o ônibus tentanto equilibrar meus quilos.
Freada brusca do ônibus, um desconhecido voou e se apoiou beeeeem no meu peito.
Ou melhor, nos meus seios, porque são dois. Agora doloridos.
Talvez roxos pelo impacto dos braços do homem que caiu sobre minha pessoa.
Cheguei em casa, distribuí os docinhos entre as crianças (meus pais) e me entupi das guloseimas que escondi na minha bolsa. rsrsrsrs. (egoistinha essa meniiiina!)
Agora estou cá na sala, relatos a mais sobre hoje, enquanto o controle remoto morreu no canal da TV Senado (eu acho que é esse). E eu hiperativa igual criança... açúcarépiordoquecafé!
Há um político quase quarentão com o cabelo igual dos meninos do NXZero enquanto os outros riem da cara e/ou do discurso dele.
Isso sim é diversão.

Um dia fragmentado

*
Na vida, chega uma hora em que chega!!!
*
Tá esfriando do jeito que eu gosto.
E vai ser um desses feriados cinzentos e frios. Do jeito que eu gosto.
Nada de pessoas meladas e fedidas.
Agasalhos, elegância, botas, meias, perfumes.
Uma cidade vazia esperando para ser dominada e apreciada.
O verde da cidade mais vistoso, destacado pelo cinza vespertino.
Cheiro da grama úmida.
Ponta do nariz gelado.
Um beijo e um carinho para esquentar.
*
Não sou do tipo de pessoa que fica puxando o saco dos outros.
Se eu te trato muito bem, considere-se uma pessoa privilegiada.
Talvez você nem mereça. E eu faço isso por pura teimosia.
*
Bem, agora chegou a hora.
Banho, perfume, roupa, perfume.
Mania de passar perfume duas vezes. Ou mais.
É a rinite. Congestão nasal, etc.
Decidir qual rumo vou tomar hoje.
Já decidi que será em direção ao centro.
De sampa, da minha cabeça ou do meu peito.
Vou pra cidade ver o que acontece.
Dar umas moedinhas para aquele tiozinho tocar summertime no sax pra mim.
Sentar na calçada, ouvir e olhar.
Ver o que está em cartaz nos cinemas (cada vez menos) alternativos.
Comer comida mexicana só para ouvir os berros dos meus rins doentes depois.
Tomar café. Uma xícara após a outra.
Caminhar no frio.
Mais café. Alguma fumaça.
Assistir algum filme.
Voltar para casa sozinha com a sensação de um dia bem vivido.
*

terça-feira, 29 de abril de 2008

1, 2, 3, 4, 5.

Está chovendo demais lá fora.
E eu preciso sair.
Preciso de um pouco mais de vida aqui dentro também.
Ando até sem ter o que falar...
Recebi uma mensagem essa madrugada trazendo boas lembranças de sexta.
E ao meio dia fui convidada por um cara (com corpo de dançarino de Flamenco, mais velho, bem mais velho como de costume) para ir embora para a Espanha com ele.
Ele faz parte do corpo de baile espanhol. Ele é espanhol.
Ele queria me levar embora. Um completo desconhecido querendo casar comigo.
Cinco segundos... 5 segundos seguraram meu sim.
Cinco segundos me impediram de ir para a Espanha.
Cinco segundos seguraram minha vida inteira na boca.
5 seg...

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Um final de semana com 60h

A cidade inteira virou esse final de semana.
Eu comecei a aprender um pouco sobre responsabilidade e dedicação.
Sobre amor também.
Ganhei e perdi território ao mesmo tempo.
Reencontrei uma memória antiga.
Um pirata veio me encher a mente com novos sonhos e fantasias.
Estou começando a achar que certos sentimentos estão demorando demais em me abandonarem.
E que certas pessoas não valem a pena por serem muito disputadas.
O tempo continua chegando e passando muito rápido para mim.

domingo, 27 de abril de 2008

Romance

*

Falta romance na minha vida.
Então, me rendo aos abraços do whisky...

***

About us

*

I can be the sweet girl next door or the devil inside your pants.

*

quinta-feira, 24 de abril de 2008

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Meu coração pulsa enquanto é mastigado entre dentes semicerrados...

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I'm losing it...

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I'm losing my mind.
Hoje me peguei cheirando duas entradas antigas de teatro...
Tentando arrancar forças dali.
Tentando salvar momentos bons na memória.
Tentando parar de ...
Tentando.

As opiniões mudam.
Os sentimentos mudam.
Os olhares mudam.
Cada vez mais sinto e vejo que devo confiar menos nas pessoas.

Decidi que vou dar passos mais largos.
A partir de agora vou assumir essa solidão que é minha amiga mais sincera...
Andei me esquecendo dos meus sonhos.
E acabei me distraindo.

Vou me mover.
E não vou deixar ninguém perceber.

***

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Pessoas com detalhes

Simplesmente adoro os detalhes que certas pessoas carregam em seus jeitos, conferidos por suas histórias, por suas criações familiares, pelo meio em que se desenvolveram.
Seja um sotaque diferente, uma opinião forte, a forma como gesticulam.
Esses detalhes que compõem a personalidade e trejeitos individuais acabam me encantando completamente.
Conheço certas pessoas que gesticulam como se estivessem desenhando o ar, regendo uma orquestra extremamente bem ensaiada, ou de forma espalhafatosa e cômica.
Gosto de pessoas que são sérias e falam tudo com os olhos, sem sequer precisar mover as sobrancelhas.
Gosto muito de pessoas de riso fácil e olhares inteligentes.
Gosto de pessoas que não fazem nenhuma pose, nem tentam impressionar com jeito bonito, ou pensamentos astutos. Simplesmente estão ali e problema seu se não gostar.
Gosto de observar o desenho da boca.
A timidez.
A segurança das palavras e como elas são articuladas em certos rostos.
Gosto de analisar perfis, comparar desenhos de narizes.
Gosto de pessoas que observam mais do que falam.
Gosto de gente que não faz política e tá pouco de fudendo para popularidade.
Quanto mais observo, mais me dou conta de que não há rostos feios.
Há falta de harmonia em alguns casos, porém os rostos sempre combinam com as personalidades.
E cada rosto tem sua particularidade linda.
Seja um queixo bem desenhado, maçãs do rosto proeminentes, olhos pequenos, olhos grandes, olhos amendoados, narizes de todos tamanhos e formatos, orelhas. Cabelos soltos e pessoas livres.
Adoro olhares passionais, compreensivos, cúmplices, convidativos.
Adoro as atitudes que obedecem a esses olhares...
Amo a sinceridade que poucos sabem ter. Mostrar a cara limpa é característica apenas de pessoas raras.
Amo rostos mais experientes, com marcas de expressão que me contam histórias em segredo.
Se você for suficientemente observador, vai notar sim que todos os rostos conversam com a alma da gente.
Má impressão é causada pelo que está na cara.
Um rosto pode ser lindo, mas os detalhes das expressões vão sempre revelar as verdadeiras intenções.
É só prestar atenção, no rosto, na boca, no olhar, nas mãos, no corpo.
Em tudo que compõe o ser humano da forma mais complexa e simples que há.

Pulo da gata

Dia desses, enquanto eu me trocava e me alongava e preparava minhas afiadas unhas para o ataque, uma senhorinha beeeem senhorinha me disse que a melhor maneira de conquistar meu "paquera" era ficando pelada para ele...
Adoro a sabedoria que adquirimos com a idade.
Pena que o mercado está tão concorrido.
Times have changed, my fair lady.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Entre memórias e o espelho

Tenho que estudar.
Um copo de café bem cheio para começar.
Tenho que estudar.
Qualquer coisa, pelo menos.
E meus cachorros não param de latir para o barulho dos pedreiros na casa ao lado.
A casa ao lado tem sido meu inferno ultimamente.
Saudade do cheiro de alguém.
Do calor da pele. Da saliva.
Tenho que estudar.
E não quero.
Quero criar memórias mais alegres.

Hoje descobri que o brilhante Sérgio Mello tem um blog.
Eu já imaginava que ele tinha um blog e que deveria ser bom, mas só hoje tive coragem de entrar.
Gostei ainda mais... mais do que eu tinha imaginado.

O Sérgio Mello é um desses caras que carregam algo muito bonito e misterioso no olhar.
É desse tipo de pessoa que a gente simpatiza só de olhar para ele.
Tem carisma.
Nunca troquei palavras relevantes com ele.
Conheço ele naquela profundidade adquirida em piadas de mesa de bar.
Nada além.
Nem sei se ele vai com minha cara.
Mas isso não importa. O que importa é que o cara escreve bem demais e isso, de alguma forma, já é o suficiente.

Visitem:
http://www.espelhotrincado.blogspot.com/

Vai valer a pena. Muito.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

O eu lírico das manias

Bem pessoal, como já mencionado anteriormente, tenho muitas manias. Não consigo lembrar de todas elas de uma vez só. Mas lembro com certa frequência de algumas. Portanto, sempre que eu me lembrar de certas manias vou republicar as manias já conhecidas e acrescentar as esquecidas. Vejam aí...

Manias lembradas:
* Mandar e-mails extremamente formais, para tratar de bobeiras, para amigos muito próximos
* Me mandar scraps para quebrar a rotina
* Odiar que estranhos me toquem durante uma conversa e ao mesmo tempo ficar torcendo para que encostem em mim quando falam
* Cantar e dançar quando estou nervosa ou ansiosa
* Publicar minhas manias aqui neste cabaré
* Sentir uma vontade absurda de tocar meus amigos(as) de forma carinhosa e, quando tomo essa liberdade, me condenar pelo "sacrilégio"
* Beijar os ombros/braços de pessoas muito queridas
* Ficar bastante tímida quando falam bem de mim
* Ficar com as maçãs do rosto vermelhas quando estou nervosa/ansiosa/preocupada (sei que isso não é mania, mas poderia ser diferente)
* Ter uma curiosidade incontrolável em relação a filmes pornôs
* Adotar um humor sarcástico quando estou entediada
* Gostar mais de ouvir e conversar com caras/homens do que com meninas/mulheres
* Tentar falar alemão e soltar expressões neste idioma quando estou bêbada
* Colocar os filmes dublados no mute e dublá-los com diálogos surreais

Manias já divulgadas anteriormente:
* Contar meus passos enquanto ando a pé pelas ruas
* Comer somente em mesas organizadas (se não estão assim eu arrumo tudo antes de comer)
* Ter uma ordem pra comer os alimentos e definir a posição certa do prato antes de começar a comer
* Pintar as unhas toda vez de vermelho, sempre da mesma cor, e xingar até minha quinta geração quando elas lascam
* Mastigar tendenciosamente do lado esquerdo
* Espirrar quando estou com sono
* Espirrar quando acordo
* Espirrar quando vou comer algo que gosto muito
* Imaginar as pessoas cagando
* Falar as falas de personagens de filmes antes delas próprias falarem (principalmente quando ainda não assisti ao filme ainda)
* Completar as frases dos outros
* Me apaixonar por trava-linguas
* Não dar satisfações, principalmente quando pedem
* Não terminar as histórias que conto (por preguiça, por me cansar de contar ou porque minha boca não acompanha a velocidade do pensamento)
* Parar de prestar atenção quando a história ou a pessoa me cansa
* Me cansar das pessoas
* Ficar acordada por pura teimosia
* Ler de madrugada
* Beber litros de água de madrugada
* Acordar no meio da noite só para olhar que horas são no relógio (várias vezes durante a noite)
* Ler 2, 3 ou 4 livros ao mesmo tempo
* Acelerar cenas do filme que eu aluguei para assistir sozinha (o suficiente para somente ler as falas)
* Subir as escadas correndo ou somente de dois em dois degraus, toda vez que subo uma escada
* Não conseguir explicar nada e desistir de explicar
* Encarar as pessoas
* Sempre que eu publico um texto aqui ou faço comentário no blog dos outros tenho vontade de apagar porque acho que está uma bosta, que meu coment é desnecessário, mas daí já é tarde demais pro arrependimento
* Quando ando na rua somo todas as placas de carros até chegar em um número só
* Fico enrolando meu cabelo quanto estou nervosa
* Quando gosto muito de algum amigo dou beijos no ombro da pessoa
* Sempre que como algo fico combinando sabores mentalmente
* Quando vou ao mercado fico dançando e cantando pelos corredores
* Entro em todas farmácias que vejo e sou acometida de ataques consumistas
* Me apaixono momentaneamente por todos ruivos que vejo

Está vendo só Duli, cada vez mais esquisita...

***

If you just smile...

Só hoje
me dei conta da força
que seu sorriso
tem sobre minhas
emoções.

Me lembrei hoje daquela risada gostosa que você sempre dá quando conta seus causos...
Me lembrei também do sorriso de lábios cerrados, que eu nunca sei se querem realmente dizer o que seus olhos tentam esconder.
Lembrei que você ri com a diversão de um menino. Apesar de todas suas vivências e maturidade, você carrega a juventude e os sonhos de um menino no peito.
E você não ri só com os lábios. Você sorri com as maçãs do rosto, com o nariz, com o queixo e principalmente com os olhos.
Esse seu sorriso me comove.
Me move lentamente até você.
E me supreende com pensamentos bregas, como esses.

domingo, 20 de abril de 2008

Nostalgia

Família reunida.

Olho para todos e sinto um abraço apertado da minha solidão.

Fico admirada com casais que duram tanto tempo.

E ainda se divertem tanto juntos...

Deve haver ainda algum sentimento ali.

Ou um restinho de lembranças das histórias da juventude.

Como você me quer?

Ouçam: http://www.youtube.com/watch?v=z8DXHWWj5xU

Faces e Fases
Karyme Hass
Composição: Karyme Hass/Paulo Dáfilin/DallAcqua/Carlos Fhabian

Você me quer santa;
E sou meretriz;
Você me quer pura;
Mas eu sou atriz;
Você me quer rara;
Mas sou comum;
Você tem desejos;
Eu não tenho nenhum;
Você me quer doce;
Mas sou puro fel;
Você me quer nua;
Me cubro com véu;
Você me quer Vênus;
Mas sou Plutão;
Você me quer virgem;
Mais eu sou leão;

Querem minhas fases e eu sou como a lua;
Cheia ou minguante, faço sombras na rua;
Cresço quando eu quero, se eu quero nova posso ficar;
Coro minha face, mas imponho a vontade;
Eu me mostro inteira, nunca sou a metade;
Cresço quando eu quero se eu quero nova posso ficar.

Você.

¨¨¨¨¨¨
http://www.youtube.com/watch?v=E_Z3I9ZhYL0

Oi.
Mais uma vez.
Mais uma vez, eu te olhei.
Me ofereci.
E mais uma vez você fingiu que não era com você.
Que não era pra você.
E eu estava pronta.
Toda pronta.
Cabelo, roupa, perfume, pele, pêlos... mãos nervosas.
Atenção dispersa do resto do mundo.
Olhos em você.
E olha... eu tinha opções.
Mas eu já tinha feito minha escolha.
Sei que você vai ler isso aqui.
E vai continuar fingindo que não é com você.
Tudo bem. Não está tudo bem.
Mas eu entendo.
Você fez a sua escolha.

***

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Resumo do dia

Preguiça pela manhã.
Perda da noção do tempo.
Pizza de ontem.
Banho. Perfume. Roupa.
Correria. Ônibus. Caminhada.
Saco de salgadinhos.
Lan House.
Ajuda de desconhecidos.
Dificuldade com despedidas e agradecimentos.
Apego. Celular. Shopping.
DVD-R ou DVD-RW????
Mais caminhada e mais ajuda de desconhecidos.
Ataque de um mendigo. Ele só queria saber onde era o mercado.
Calor. Frio. Calor. Frio.
Correria. Ônibus.
Caminho de casa.
Pai, mãe e bife à milanesa, logo ali na mesa.
Cachorros e suas bolinhas.
Banho. Sono.
Aperto no peito.
Saudade de um beijo. De qualquer beijo. Daquele beijo.
Saudade do beijo que ainda não foi dado nem roubado.
Dorme e sonha com o sábado.
Amanhã tudo pode dar certo.
Sonífera esperança...
Good night.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Big Love

Amo,
Amo,
AMO.

Estou sofrendo de Big Love.
Ando amannnnndo demais...
Amar demais também dói.
Às vezes, parece que vou explodir.
Há um monte de leite quente e pronto para jorrar do meu seio inchado e dolorido, mas falta a criança faminta...
Muita saliva em uma boca que desaprendeu a engolir.
Um berro parado na garganta.
Big love, big love... Big Love.
Comigo sempre foi assim. O nada ou em dobro.
É muita capacidade de amar para uma pessoa só.
Para um corpo miúdo e um peito miúdo assim...
O coração dividido em dois.
O amor fora de foco.

Não é qualquer um que agüenta um amor assim.
É, não é pra qualquer um...

Vão sentir medo. Vai sentir medo.
Eu só queria estar ao lado dele(s).

Melhor deixar assim, guardado.
Só pra mim.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Shoes


Tá chegando a hora de deletar tudo.
Minha futilidade anda ultrapassando os limites. Se é que há limites...
E eu ainda não consegui me lembrar de algo que fizesse valer a pena.
Um dia largo tudo e abro uma floricultura em qualquer cidadezinha do Rio Grande do Sul.
Juro que largo.
Ou então pego minha bolsa e me caso com o sarcasmo daquele cara.
Mas só com o sarcasmo dele.
Estou procurando algo que me lembre que vale a pena...
Ando precisando de colo e sinto vergonha em assumir isso.
Pior do que a vergonha é perceber que não há colo.
Mas para essa carência e todos os problemas não resolvidos, há sempre sapatos.
Sempre sapatos lindos e caros...

Pelas amigas que salvam...

***

Duas frases inspiradas:

"...viver o tempo todo cansa..."

"...a música não pára de tocar,tá no repeat...acho que apertaram o botão de repeat pra minha vida tb"

Lindo, Kel.

http://papillonauvent.blogspot.com/

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Underneath


***

Foi dado um nó na minha língua.
E eu não consigo nem falar, nem engolir.
O esmalte começou a descascar mais uma vez, só para me lembrar que nada é duradouro e que tudo tem seu preço.
Estou construindo um casulo.
Um casulo de diamante.
Ando aprendendo a dizer nãos e a ser bem mal educada também...
Mas é só para a sobrevivência.
Ando aprendendo a escolher melhor e a manter um pé atrás.
Aprendi já a gostar menos para sofrer menos...
Mas ainda assim me pego gostando mais.
Voltei a ouvir mais e a falar menos.
E tô de saco cheio de ser tudo uma constante troca de quantidades nesse mundo.
Percebi que devia ter sido menos teimosa quando criança e ouvido mais aos conselhos de minha mãe.
Mas eu era uma criança e tudo o que eu conhecia e me importava era o momento. Sempre aquele momento.
Fui criança por tempo demais só porque o tempo me forçou a amadurecer muito cedo.

Eu devia mesmo ter vocação para pirata. A primeira profissão que eu quis ter.
Quando mudei de opinião para ser astronauta fui inocente e boba demais para deixar alguém quebrar minha alma com os dedos dizendo que isso seria impossível.
Eu sempre quis coisas impossíveis.
E sempre deixei as pessoas me convencerem que eram impossíveis.
Faltou malícia, sobrou inocência.
Eu só tinha seis anos.
E nem acreditava mais em papai noel, ou coelhinho da páscoa, ou no natal, ou no amor, ou em fadas...

Aprendi a não acreditar no amor muito cedo.
Vi que não deveria acreditar por tudo que meus olhos presenciaram. Todo aquele sofrimento.
Fui criada por um Don Juan superficial que, depois de me mostrar todos os podres e truques masculinos e depois de eu entender e me humilhar, me rejeitou...

Em algum momento, um par de olhos azuis me marcou profundamente.
Às vezes, ainda me pego procurando em outros o que encontrei naqueles olhos um dia. Me pego me oferecendo também, mas o final dessa história é sempre o mesmo.

Desde criança tive homens que me amaram e me ensinaram coisas, me abriram os olhos e me tornaram precoce. Só para me magoarem depois.

Foi só mais um desabafo. Isso tudo aqui.
Só para dizer que continuo procurando a verdade que encontrei naqueles olhos azuis...

Mas o olhar de um homem não é lugar de se procurar a verdade.


¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

BACCIO_KÜSS_KISS_BESO_BEIJO




E ontem, dia 13 de abril, foi o dia internacional do beijo.





domingo, 13 de abril de 2008

PALPÁVEL

Quero comprar as estrelas do céu...
Quero comprar as estrelas do céu e engolir todo brilho delas.
Quero dançar até o chão desaparecer debaixo das minhas solas...
Até entrar em transe.


O passado não é palpável.

O passado não é palpável.

O passado não é palpável.

***

Apenas Mais Uma De Amor
Lulu Santos
Composição: Lulu Santos / Nelson Motta


Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho isso tão bonito
De ser abstrato baby
A beleza mesmo tão fugaz

É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
E eu vou sobreviver...
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

Diálogo

***

Ele, com os olhos pequenhos e tristes: Você é nova... Vai escrever um livro de 800 páginas e ganhar o mundo.
Ela, com sorriso e sinceridade nos lábios: Eu juro que volto só pra buscar você.


É... meu amor anda me tratando muito bem.


E eu acredito em fadas, acredito.

sábado, 12 de abril de 2008

Conclusões Precipitadas

Porque as pessoas tiram conclusões?
Precipitadas?!
Estão concluindo tudo errado...
Olham e não entendem.
Então, começam a achar coisas!

Esclarecimentos: eu não corro atrás. Principalmente por amor.

Gosto muito que as pessoas sejam livres... quem me conhece sabe disso.

Eu tenho amigos queridos, isso sim. E gosto de ficar perto desses amigos. Poxa! Nada demais... Sabe quando você gosta muito da cia de um amigo e pra se sentir feliz basta dividir um silêncio, um olhar cúmplice, um carinho...

Não se deixem levar pelo que está escrito aqui. Muito do que aparece aqui é fictício. E outros muitos são exclusivamente desabafos do passado. Sentimentos tirados de uma velha gaveta revirada.

Mas gosto da presença dos amigos comentaristas e do público desconhecido mas curioso.

E quanto ao meu "muso inspirador", de nada adiantam as conclusões precipitadas, os achismos, os bedelhos, pois só eu sei o que se passa dentro desse meu peito há muito tempo remoído. Mais um detalhe, quando eu realmente quero/gosto/amo alguém eu ajo de uma forma completamente diferente. Posso dizer que tenho uma forma bastante peculiar de lidar com o amor. E só ele sabe disso.

Bem, talvez nem ele...

Agradeço a visita sempre.

Küsse an Euch alle.

Guten Tag!

F.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Free

Foda-se.
Nunca fui de ficar me escondendo. Não tenho tempo e paciência pra isso.
Refestelem-se.
Assim fica até mais interessante.
Eu vou aprender cozinhar com Jamie Oliver. Vamos fazer frutos do mar em italiano...

Um motivo

Eu andava triste, bem triste.
Mas daí eu aprendi que tristeza é: um homem que conhece a mulher da vida dele, se casa com ela e ela engravida.
Ele assiste o parto da filha dele enquanto a mulher da vida dele morre de aneurisma, devido à força realizada para que aquele bebê pudesse gritar pela sua vinda ao mundo.

B L I N D A D O

Pessoal, me desculpem por aplicar restrições ao blog e obrigar vocês a se logarem aqui.
Mas tô com o saco cheio de ter que deletar comentários de anônimos mal educados.
Às vezes, publico um ou outro, mas a maioria (acreditem, é a maioria) tem que ser deletada.
Fui forçada a me preservar um pouco.
Depois tudo volta ao normal.
A não ser que esse desafeto esteja entre meus afetos... e eu não duvido nem descarto esse fato dada a quantidade de informações que esse "anônimo" tem sobre mim.
Estou desconfiada de algumas pessoas e isso é muito triste...

quinta-feira, 10 de abril de 2008

E hoje...

É aniversário de casamento dos meus pais.
Completam juntos 26 anos.
Eu tenho 23 anos.
Um casamento que durou mais do que uma vida inteira cheia de histórias.
Um casamento cheio de histórias.
Muitas e muitas superações...
Minha mãe tem 65 anos e meu pai tem 52.
Isso nunca foi empecilho e eles se dão bem pra caramba.
Tô pra ver um casal assim. Ou um cara como meu pai, ou uma mulher como minha mãe.
Na verdade, eles nunca casaram. Nem no civil, nem no religioso.
Namoraram por quase três meses e daí um belo dia meu pai virou para minha mãe e disse: Vamos juntar os trapos? É, morar juntos?
Ela, sem pensar muito, respondeu:
Tá bom.
Os trapos estão juntos até hoje...
Eles também.

E eu não vou mais uma vez falar sobre amor ou romance.
Nem sobre as dificuldades envolvidas.
Mas vou pedir que assistam o vídeo linkado.
http://www.youtube.com/watch?v=LnLVRQCjh8c

Diz Que Fui Por Aí...

Para ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=NNGfxU7PArY

Para ler: Diz Que Fui Por Aí

Fernanda Takai
Composição: Zé Keti / Hortêncio Rocha

Se alguém perguntar por mim
Diz que fui por aí
Levando um violão debaixo do braço
Em qualquer esquina eu paro
Em qualquer botequim eu entro
Se houver motivo
É mais um samba que eu faço
Se quiserem saber se volto
Diga que sim
Mas só depois que a saudade se afastar de mim
Tenho um violão para me acompanhar
Tenho muitos amigos, eu sou popular
Tenho a madrugada como companheira
A saudade me dói, o meu peito me rói
Eu estou na cidade, eu estou na favela
Eu estou por aí
Sempre pensando nela