quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Meu sol de azulejo

Sorte de realejo para acalmar o pensamento.
Está longe de ser a história ideal.
De começo atropelado. Enredo teimoso.
Mas é o que satisfaz o presente. Até quando só eu acredito que ele é presente.
Meu presente.
Brigando com as pálpebras pra não sonhar que pode ser.
Aprendo a silenciar a boca e o coração.
Que é pra não assustar esse leão.
Assopro conta gotas e bebo dentes de marfins.
Fico muda e mudo a roupa pra brincar de conformada,
de madura. Porque o amor é duro.
Enquanto amar, dura. Amargura.
Meu sol de azulejo.
Você não está disposto e eu não encontro disposição.
De começo todo errado. Enredo de nós soltos.
De nós todos.

3 comentários:

Klaus disse...

"do começo todo errado"
poxa Fernandinha, isso ficou na minha cabeça...

tão bonito!

beijo.

Tally M. disse...

poucas pessoas combinam palavras tão bem como vc... sou tua fã!

aline. disse...

que lindo ! amei os seus escritos