*
É aquela água quente que dança nas minhas costas durante o banho.
É o silêncio de tudo que a noite cala.
É a queimação do Bourbon na garganta.
Um par de olhos turvos. Um tropeço e um apoio.
O cheiro. E a ausência dele.
As 3 horas de trânsito.
A vontade de triturar as teclas do piano com as mãos e os dedos.
De aprender a tocar violão.
De falar merda só pra ouvir a risada.
De usar umas giletes e cair num rio.
*
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
sábado, 24 de janeiro de 2009
*
As palavras saem da minha boca como hologramas e explodem na sua cara.
Você é uma espécie em extinção.
É um animal selvagem ferido.
Você vive numa armadilha.
Eu danço para uma platéia que não existe.
Pinto minhas unhas de vermelho para um cego ver.
Sou um animal selvagem domesticado.
Uma espécie em extinção.
Vivo numa armadilha plantada pelas escolhas que eu mesma fiz.
Eu nunca senti ódio.
Você odeia o tempo inteiro.
Ele tem aparecido por aqui.
Tenho andado atrás dele por ali.
Muitas vezes eu prefiro sentir solidão no shopping.
Enquanto você briga com mesas de sinuca.
E eu nunca odiei ninguém.
Sou uma espécie em extinção.
Você não me agrada em nada.
Mas é insubstituível.
Os anos passam por nós.
Ele desperdiça a minha melhor idade.
Eu nunca conheci a melhor época da vida dele.
Mulheres sentam-se em seu colo.
Deitam-se em sua cama.
Eu sou fiel à sua ausência.
Ao seu caos.
Somos duas espécies em extinção.
Somos uma espécie só.
Em extinção.
Somos animais selvagens.
Somos diamantes brutos.
Somos dinamite.
Sem exploradores de cavernas.
Somos a incomodação dos olhares de estranhos.
Nós somos feitos do mesmo material.
Eu sou a mudança na sua vida e você é a paz na minha.
As palavras saem da minha boca como hologramas e explodem na sua cara.
Enquanto você ignora e toma mais um trago.
*
As palavras saem da minha boca como hologramas e explodem na sua cara.
Você é uma espécie em extinção.
É um animal selvagem ferido.
Você vive numa armadilha.
Eu danço para uma platéia que não existe.
Pinto minhas unhas de vermelho para um cego ver.
Sou um animal selvagem domesticado.
Uma espécie em extinção.
Vivo numa armadilha plantada pelas escolhas que eu mesma fiz.
Eu nunca senti ódio.
Você odeia o tempo inteiro.
Ele tem aparecido por aqui.
Tenho andado atrás dele por ali.
Muitas vezes eu prefiro sentir solidão no shopping.
Enquanto você briga com mesas de sinuca.
E eu nunca odiei ninguém.
Sou uma espécie em extinção.
Você não me agrada em nada.
Mas é insubstituível.
Os anos passam por nós.
Ele desperdiça a minha melhor idade.
Eu nunca conheci a melhor época da vida dele.
Mulheres sentam-se em seu colo.
Deitam-se em sua cama.
Eu sou fiel à sua ausência.
Ao seu caos.
Somos duas espécies em extinção.
Somos uma espécie só.
Em extinção.
Somos animais selvagens.
Somos diamantes brutos.
Somos dinamite.
Sem exploradores de cavernas.
Somos a incomodação dos olhares de estranhos.
Nós somos feitos do mesmo material.
Eu sou a mudança na sua vida e você é a paz na minha.
As palavras saem da minha boca como hologramas e explodem na sua cara.
Enquanto você ignora e toma mais um trago.
*
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
*
Uma vontade.
Uma única vontade.
De escrever pra sempre.
Convulsivamente, compulsivamente.
Até os dedos sangrarem. Pra sempre.
Escrever até esgotar palavras em todos os idiomas.
Escrever até não ter mais sobre o que escrever. Sobre nada, sobre tudo.
Escrever, escrever, escrever.
Até desmaiar.
Frenética.
Verborrágica.
Hemorrágica.
Escrever com as minhas letras.
Escrever nas minhas palavras.
Escrever no chão, nas paredes.
Escrever na água do mar.
No ar.
Escrever na pele das pessoas.
Na tua pele. Na minha.
Escrever exageradamente. Passionalmente.
Esgotar papéis.
Perder a capacidade de compilar dados.
Deixar as palavras espalhadas por aí.
Nos olhos dos outros, nas sensações alheias.
Deixar, desperdiçar palavras.
Caminhar e escrever no ar.
Reescrever o ar.
Reinventar.
Exorcizar.
Escrever...
Escrever...
Escrever...
Viver...
.
.
.
Morrer.
*
Uma vontade.
Uma única vontade.
De escrever pra sempre.
Convulsivamente, compulsivamente.
Até os dedos sangrarem. Pra sempre.
Escrever até esgotar palavras em todos os idiomas.
Escrever até não ter mais sobre o que escrever. Sobre nada, sobre tudo.
Escrever, escrever, escrever.
Até desmaiar.
Frenética.
Verborrágica.
Hemorrágica.
Escrever com as minhas letras.
Escrever nas minhas palavras.
Escrever no chão, nas paredes.
Escrever na água do mar.
No ar.
Escrever na pele das pessoas.
Na tua pele. Na minha.
Escrever exageradamente. Passionalmente.
Esgotar papéis.
Perder a capacidade de compilar dados.
Deixar as palavras espalhadas por aí.
Nos olhos dos outros, nas sensações alheias.
Deixar, desperdiçar palavras.
Caminhar e escrever no ar.
Reescrever o ar.
Reinventar.
Exorcizar.
Escrever...
Escrever...
Escrever...
Viver...
.
.
.
Morrer.
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
*
"You are my sweetest downfall... I loved you first. I loved you first"
E a bíblia não contava nossa história.
Nem falava nada além sobre nós.
Eu tô perdida.
Meus sonhos estão perdidos.
Uma respiração a cada minuto.
Um pé atrás do outro.
Você está marcado em mim sem nunca estar.
Na minha pele.
Sua voz brilha no meu escuro.
Eu confio. Eu confio.
E muitas vezes você parece ser tudo que me resta.
Mas não é.
Eu vou desenhar um infinito na minha pele e te colocar dentro dele.
*
"You are my sweetest downfall... I loved you first. I loved you first"
E a bíblia não contava nossa história.
Nem falava nada além sobre nós.
Eu tô perdida.
Meus sonhos estão perdidos.
Uma respiração a cada minuto.
Um pé atrás do outro.
Você está marcado em mim sem nunca estar.
Na minha pele.
Sua voz brilha no meu escuro.
Eu confio. Eu confio.
E muitas vezes você parece ser tudo que me resta.
Mas não é.
Eu vou desenhar um infinito na minha pele e te colocar dentro dele.
*
domingo, 11 de janeiro de 2009
*
Ao reler este trecho eu relembrei o quanto sou Nelson R.
''Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico.''
Nelson Rodrigues.
E é assim pra mim. Sempre assim. Como sempre foi.
Sou e sempre fui um anjo pornográfico.
*
Ao reler este trecho eu relembrei o quanto sou Nelson R.
''Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico.''
Nelson Rodrigues.
E é assim pra mim. Sempre assim. Como sempre foi.
Sou e sempre fui um anjo pornográfico.
*
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
2009
*
Hoje, já comi.
Já chorei, já ri.
Já joguei banco imobiliário, joguei pebolim.
Brinquei com bolinhas de sabão, como quando era criança.
Fiquei bem séria e chorei de novo, como quando era velha.
Joguei e brinquei com o destino e com a vida.
Usei vestido azul e sandálias douradas.
Comi de novo, e de novo, e de novo, de novo, de novo, de novo...
Até rolar parede acima.
Até rolar pra qualquer lugar.
Mandei mensagens de ano novo para os amigos.
Mandei mensagens pra quem não devia.
Comi mais um pouco.
Dormi no chão da sala.
Sentei de perna aberta e brinquei com a imaginação de certos meninos.
Sentei com as pernas bem fechadas com a pretensão de nunca mais abrí-las.
Mas abri.
Dei risada por bobeira.
Fiquei bêbada. Pra rir mais um pouco.
Comi mais uma vez. Comi de raiva pra me agredir por estar tão gorda.
Comi só pra me agredir, por tantas outras razões.
Passei mal.
E ri de desespero ou arrependimento.
Então eu resolvi só olhar a chuva pela janela.
Porque o sol, que tinha prometido queimar minhas pernas, resolveu me abandonar.
Como tantas outras pessoas. Como tantas outras vezes.
Suei de calor e me conformei. Mais uma vez.
Resolvi parar de lutar e gritar com a solidão.
Parar de descontar na comida.
Parar de sangrar por dentro.
E abraçar o novo ano.
Abraçar o barulho dos fogos, o silêncio dos abraços.
Então eu sorri pra solidão, pra bebida, pra lágrima que a madrugada escondeu.
Eu sorri pra tudo de novo que 2009 vai me trazer.
E que vai ser igual a tudo que já foi.
*
Hoje, já comi.
Já chorei, já ri.
Já joguei banco imobiliário, joguei pebolim.
Brinquei com bolinhas de sabão, como quando era criança.
Fiquei bem séria e chorei de novo, como quando era velha.
Joguei e brinquei com o destino e com a vida.
Usei vestido azul e sandálias douradas.
Comi de novo, e de novo, e de novo, de novo, de novo, de novo...
Até rolar parede acima.
Até rolar pra qualquer lugar.
Mandei mensagens de ano novo para os amigos.
Mandei mensagens pra quem não devia.
Comi mais um pouco.
Dormi no chão da sala.
Sentei de perna aberta e brinquei com a imaginação de certos meninos.
Sentei com as pernas bem fechadas com a pretensão de nunca mais abrí-las.
Mas abri.
Dei risada por bobeira.
Fiquei bêbada. Pra rir mais um pouco.
Comi mais uma vez. Comi de raiva pra me agredir por estar tão gorda.
Comi só pra me agredir, por tantas outras razões.
Passei mal.
E ri de desespero ou arrependimento.
Então eu resolvi só olhar a chuva pela janela.
Porque o sol, que tinha prometido queimar minhas pernas, resolveu me abandonar.
Como tantas outras pessoas. Como tantas outras vezes.
Suei de calor e me conformei. Mais uma vez.
Resolvi parar de lutar e gritar com a solidão.
Parar de descontar na comida.
Parar de sangrar por dentro.
E abraçar o novo ano.
Abraçar o barulho dos fogos, o silêncio dos abraços.
Então eu sorri pra solidão, pra bebida, pra lágrima que a madrugada escondeu.
Eu sorri pra tudo de novo que 2009 vai me trazer.
E que vai ser igual a tudo que já foi.
*
sábado, 27 de dezembro de 2008
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
*
É essa minha mania de querer ter tudo nas mãos e não conseguir segurar nada.
Bom te ver.
Bom te ter, mesmo que só desse jeito...
Eu já não escondo mais nada. E as mãos?! Não sei o que fazer com elas.
Por isso tiro fotos. Freneticamente. Meu álbum está repleto de figurinhas suas.
Desculpe. Sei que isso é uma invasão. Mas sou assim.
Vou invadindo os espaços, tentando fazer parte de tudo. Pra ver se consigo deixar
pelo menos um pouquinho de mim em você. Uma impressão que seja. Uma porção.
De ilusão pra mim.
*
That's my sad christmas.
FELIZ NATAL
É essa minha mania de querer ter tudo nas mãos e não conseguir segurar nada.
Bom te ver.
Bom te ter, mesmo que só desse jeito...
Eu já não escondo mais nada. E as mãos?! Não sei o que fazer com elas.
Por isso tiro fotos. Freneticamente. Meu álbum está repleto de figurinhas suas.
Desculpe. Sei que isso é uma invasão. Mas sou assim.
Vou invadindo os espaços, tentando fazer parte de tudo. Pra ver se consigo deixar
pelo menos um pouquinho de mim em você. Uma impressão que seja. Uma porção.
De ilusão pra mim.
*
That's my sad christmas.
FELIZ NATAL
domingo, 14 de dezembro de 2008
Um Tiro no Escuro
`
O vermelho lhe cai bem.
Esqueci de comentar.
Eu seguro todas suas ondas. É só você me pedir.
Você sempre acerta meu tamanho no seu abraço. Que é incomparável. Dos melhores.
E sei exatamente o que fazer com aquela sua confusão de sentimentos. E com a ansiedade. A sua, porque a minha me põe louca.
Mais uma vez os homens me mostram como conseguem ser bons amigos.
Esse foi um bom ano.
Tive teatro, tenho dinheiro. O que mais posso querer.
Não vou nem entrar naquela velha discussão sobre romance, ou sobre a falta dele.
Esse ano fui presenteada com uma tranquilidade apática.
É como se eu estivesse recuperando forças. Reunindo energias.
Não, não sei ainda pra quê, mas sinto que vai ser algo muito importante.
Tenho uma paixão oculta por profecias.
Se tenho andado calada e sozinha é porque aguardo que o meu destino cumpra seu papel.
O meu papel eu já engatilhei.
´
O vermelho lhe cai bem.
Esqueci de comentar.
Eu seguro todas suas ondas. É só você me pedir.
Você sempre acerta meu tamanho no seu abraço. Que é incomparável. Dos melhores.
E sei exatamente o que fazer com aquela sua confusão de sentimentos. E com a ansiedade. A sua, porque a minha me põe louca.
Mais uma vez os homens me mostram como conseguem ser bons amigos.
Esse foi um bom ano.
Tive teatro, tenho dinheiro. O que mais posso querer.
Não vou nem entrar naquela velha discussão sobre romance, ou sobre a falta dele.
Esse ano fui presenteada com uma tranquilidade apática.
É como se eu estivesse recuperando forças. Reunindo energias.
Não, não sei ainda pra quê, mas sinto que vai ser algo muito importante.
Tenho uma paixão oculta por profecias.
Se tenho andado calada e sozinha é porque aguardo que o meu destino cumpra seu papel.
O meu papel eu já engatilhei.
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domingo, 30 de novembro de 2008
Ain't no sunshine...
`
Tá um dia lindo pela janela.
As pessoas querem sair e viver.
Eu juro que só quero paz.
E espero um mínimo de sinceridade, mesmo quando não dá pra esperar mais nada de bom.
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Tá um dia lindo pela janela.
As pessoas querem sair e viver.
Eu juro que só quero paz.
E espero um mínimo de sinceridade, mesmo quando não dá pra esperar mais nada de bom.
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domingo, 23 de novembro de 2008
Notívagos
Tenho tentado mudar o mundo.
Tenho tentado mostrar às pessoas que eu realmente gosto delas e o quanto isso é grandioso e importante pra mim.
Ando procurando roupas sociais impermeáveis. E ando bolando um plano para conseguir ir trabalhar de galochas...
Ando procurando, acima de tudo, alguém com quem dividir o cinzeiro, o whisky e as conversas fúteis.
No final das contas, os meninos acabam sempre me mostrando como conseguem ser melhores amigos do que as mulheres.
Tenho tentado mostrar às pessoas que eu realmente gosto delas e o quanto isso é grandioso e importante pra mim.
Ando procurando roupas sociais impermeáveis. E ando bolando um plano para conseguir ir trabalhar de galochas...
Ando procurando, acima de tudo, alguém com quem dividir o cinzeiro, o whisky e as conversas fúteis.
No final das contas, os meninos acabam sempre me mostrando como conseguem ser melhores amigos do que as mulheres.
domingo, 9 de novembro de 2008
EGODRAMA
Ok. Juro que essa é aquela época do ano, que antecede o natal e vem depois de tudo que já podia ter acontecido de bom ou mau ao longo do ano, em que todas as pessoas se sentem mais e mais sozinhas e pensam em suas mães e seus pais e seus maridos/esposas e cachorros e irmãos e começam a ter ataques de EGODRAMAS!!!!
Eu já declarei que não tinha paciência antes. Tenho menos paciência agora.
E as crises aparecem por todos os lados, só que as pessoas não entendem que após os dezesseis anos as babás desaparecem num mundo mágico das babás e que os seres humanos normais e maduros não são obrigados a tolerar todas aquelas crises de ego infantis.
Esse ano, pessoas por todos os lados apresentaram os sintomas.
E esse ano eu não vou levar desaforo pra lugar algum.
Mas vou manter aquela postura blasé minimalista porque assim eu me divirto muito mais.
A adolescência só acaba aos 50 anos.
E a infância começa aos 60.
Little hug,
Little kiss.
Eu já declarei que não tinha paciência antes. Tenho menos paciência agora.
E as crises aparecem por todos os lados, só que as pessoas não entendem que após os dezesseis anos as babás desaparecem num mundo mágico das babás e que os seres humanos normais e maduros não são obrigados a tolerar todas aquelas crises de ego infantis.
Esse ano, pessoas por todos os lados apresentaram os sintomas.
E esse ano eu não vou levar desaforo pra lugar algum.
Mas vou manter aquela postura blasé minimalista porque assim eu me divirto muito mais.
A adolescência só acaba aos 50 anos.
E a infância começa aos 60.
Little hug,
Little kiss.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
P.S.
E agora Obama? Até quando vai continuar o Oba Oba Obama?
E o que você vai fazer a respeito do Oriente Médio?
E o que vai fazer a respeito da emissão de poluentes?
Onde vai enfiar os problemas da sua economia? Que rumo vai dar à ONU?
Até quando vai fazer seus showzinhos para paparazzis?
Até quando vai manter esse seu discurso de palestra de auto ajuda?
Hein, Obama?
--------------------------------------------------------------------------------
`
Todos andamos buscando aquela estrada.
Todos corremos por aquela estrada desesperados em achar o caminho certo.
Só não sabemos que a estrada não leva a lugar algum.
Só não sabemos...
´
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`
Sinto muita saudade.
Hoje, perdi o chão só por me lembrar.
Mas você me deu um abraço e um ponto final.
´
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E o que você vai fazer a respeito do Oriente Médio?
E o que vai fazer a respeito da emissão de poluentes?
Onde vai enfiar os problemas da sua economia? Que rumo vai dar à ONU?
Até quando vai fazer seus showzinhos para paparazzis?
Até quando vai manter esse seu discurso de palestra de auto ajuda?
Hein, Obama?
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Todos andamos buscando aquela estrada.
Todos corremos por aquela estrada desesperados em achar o caminho certo.
Só não sabemos que a estrada não leva a lugar algum.
Só não sabemos...
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Sinto muita saudade.
Hoje, perdi o chão só por me lembrar.
Mas você me deu um abraço e um ponto final.
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008
ReflexoãxelfeR
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Hoje, os sapatos não apertam mais seus pés.
Enquanto isso, ela brinca de ser bailarina no metrô para uma platéia idosa e solitária.
Uma platéia que observa os movimentos dela com olhos curiosos e muito silêncio. Uma platéia que inveja toda aquela jovialidade e leveza de movimentos.
Ela sorri para a platéia. Ela sorri para o nada.
Nenhum dos dois correspondem às suas expectativas.
Ela anda procurando a concentração que acabou se perdendo no caminho. Que se perdeu no exato momento em que ela deixou de sentir.
Um dia ela disse como achava bonito ser blasé. Agora ela realmente não sente mais nada.
Tudo o que sente é aquela coisa estranha por aquele cara estranho que é mestre em enviar os sinais errados só pra aumentar a aflição da menina.
Mas isso não lhe rouba a dança ou a inocência.
Por isso ela move as mãos daquele jeito tão delicado e bonito.
Por isso é tão feliz com sua platéia solitária.
E ouve músicas dentro de sua cabeça e pensa em forma de poema.
E ri sozinha.
Enquanto o resto do mundo cochila encostado nas janelas sujas do metrô.
´
Hoje, os sapatos não apertam mais seus pés.
Enquanto isso, ela brinca de ser bailarina no metrô para uma platéia idosa e solitária.
Uma platéia que observa os movimentos dela com olhos curiosos e muito silêncio. Uma platéia que inveja toda aquela jovialidade e leveza de movimentos.
Ela sorri para a platéia. Ela sorri para o nada.
Nenhum dos dois correspondem às suas expectativas.
Ela anda procurando a concentração que acabou se perdendo no caminho. Que se perdeu no exato momento em que ela deixou de sentir.
Um dia ela disse como achava bonito ser blasé. Agora ela realmente não sente mais nada.
Tudo o que sente é aquela coisa estranha por aquele cara estranho que é mestre em enviar os sinais errados só pra aumentar a aflição da menina.
Mas isso não lhe rouba a dança ou a inocência.
Por isso ela move as mãos daquele jeito tão delicado e bonito.
Por isso é tão feliz com sua platéia solitária.
E ouve músicas dentro de sua cabeça e pensa em forma de poema.
E ri sozinha.
Enquanto o resto do mundo cochila encostado nas janelas sujas do metrô.
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domingo, 19 de outubro de 2008
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
I love the sound of you walking away
`
Sinto falta dos olhares meus que moravam em seus olhos.
Sinto falta da espontaneidade roubada no abraço.
Faz falta o som da sua gargalhada estúpida de moleque ainda.
Falta até aquele toque no ombro e o cheiro de novidade de nós dois.
Sinto falta da falta que você não sente de mim.
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Sinto falta dos olhares meus que moravam em seus olhos.
Sinto falta da espontaneidade roubada no abraço.
Faz falta o som da sua gargalhada estúpida de moleque ainda.
Falta até aquele toque no ombro e o cheiro de novidade de nós dois.
Sinto falta da falta que você não sente de mim.
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terça-feira, 14 de outubro de 2008
Insuficiência
`
Eles eram amigos.
Muito amigos. Riam juntos, dançavam juntos (mesmo ele não gostando muito), bebiam juntos, amanheciam juntos, faziam piadas que só o outro entenderia, olhavam as coisas e se olhavam, viviam vidas separadas juntos.
Mas tão jovem quanto ele, ela era.
E tão jovem quanto ele, ela se foi.
E ele sentiu muita falta dela, fez questão de sentir. Muita falta.
E da mesma forma, ele fez questão de esquecer.
Tudo o que eles tinham sido juntos.
Ele era novo. Tão novo quanto ela quando ela teve que ir.
Mas o que ele não sabia é que ela tinha abdicado do Paraíso só pra ficar do lado dele mais uma vez. Mesmo sem saber como. Mesmo sem saber por quanto tempo.
Ela desistiu do Paraíso pra ficar do lado dele.
Ela fez questão de não esquecer.
E tão rapidamente ela partiu e chegou.
Buscou mais de vinte anos por ele. Muito mais.
E por mais de vinte anos ele sofreu. E viveu. Bem ou mal.
Por mais de vinte anos ela se sentiu perdida e sozinha.
Até que um dia aquele cara pra quem ela olhava sob aquela luz forte era ele.
Ela sabia quem ele era.
Mas ele não imaginava.
Ela o conheceu e reconheceu e descobriu que ele agora estava sozinho e perdido.
E que apesar de todas diferenças e vivências ela o entendia e era mais sábia do que ele. Mas disso ele não sabia. Nem poderia saber.
E ela sofreu. Por ela e por ele. Sofreu por tudo que os dois tinham sido e perdido juntos. Sofreu pela solidão dos dois.
Agora eles se vêem de vez em quando.
E ela continua entendendo e apoiando e sabendo tudo que ele é.
Ele não. Ele não sabe de nada. Nem poderia.
Mas nada disso impediu o que ela sentia.
Até hoje eles se esbarram por aí. E andam por aí. E voltam pra casa sozinhos.
Fingindo que não sabem quem são.
Até hoje ela o acompanha com o pensamento e com os olhos.
Mesmo quando a vida é dura e dói nos pés, nos ombros e na cabeça...
Até hoje ela espera por cada um dos olhares dele.
E espera que ele reconheça o que resta dos dois no sorriso dos olhos dela.
´
Eles eram amigos.
Muito amigos. Riam juntos, dançavam juntos (mesmo ele não gostando muito), bebiam juntos, amanheciam juntos, faziam piadas que só o outro entenderia, olhavam as coisas e se olhavam, viviam vidas separadas juntos.
Mas tão jovem quanto ele, ela era.
E tão jovem quanto ele, ela se foi.
E ele sentiu muita falta dela, fez questão de sentir. Muita falta.
E da mesma forma, ele fez questão de esquecer.
Tudo o que eles tinham sido juntos.
Ele era novo. Tão novo quanto ela quando ela teve que ir.
Mas o que ele não sabia é que ela tinha abdicado do Paraíso só pra ficar do lado dele mais uma vez. Mesmo sem saber como. Mesmo sem saber por quanto tempo.
Ela desistiu do Paraíso pra ficar do lado dele.
Ela fez questão de não esquecer.
E tão rapidamente ela partiu e chegou.
Buscou mais de vinte anos por ele. Muito mais.
E por mais de vinte anos ele sofreu. E viveu. Bem ou mal.
Por mais de vinte anos ela se sentiu perdida e sozinha.
Até que um dia aquele cara pra quem ela olhava sob aquela luz forte era ele.
Ela sabia quem ele era.
Mas ele não imaginava.
Ela o conheceu e reconheceu e descobriu que ele agora estava sozinho e perdido.
E que apesar de todas diferenças e vivências ela o entendia e era mais sábia do que ele. Mas disso ele não sabia. Nem poderia saber.
E ela sofreu. Por ela e por ele. Sofreu por tudo que os dois tinham sido e perdido juntos. Sofreu pela solidão dos dois.
Agora eles se vêem de vez em quando.
E ela continua entendendo e apoiando e sabendo tudo que ele é.
Ele não. Ele não sabe de nada. Nem poderia.
Mas nada disso impediu o que ela sentia.
Até hoje eles se esbarram por aí. E andam por aí. E voltam pra casa sozinhos.
Fingindo que não sabem quem são.
Até hoje ela o acompanha com o pensamento e com os olhos.
Mesmo quando a vida é dura e dói nos pés, nos ombros e na cabeça...
Até hoje ela espera por cada um dos olhares dele.
E espera que ele reconheça o que resta dos dois no sorriso dos olhos dela.
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terça-feira, 7 de outubro de 2008
Tarefa do dia
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Decifrando e resgatando pessoas.
As que realmente valem a pena apenas.
Administrando o tempo que resta.
Desejando dançar um blues com um copo cheio nas mãos.
Morrendo de sono.
Trabalhando e correndo e buscando e amando um pouco mais.
Todos os dias.
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Decifrando e resgatando pessoas.
As que realmente valem a pena apenas.
Administrando o tempo que resta.
Desejando dançar um blues com um copo cheio nas mãos.
Morrendo de sono.
Trabalhando e correndo e buscando e amando um pouco mais.
Todos os dias.
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Hide and seek
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Ah é? Então me dá uma dica ou um sinal qualquer.
Mas você não tem coragem, não é mesmo?
E eu não posso prometer nada pro seu medo.
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Ah é? Então me dá uma dica ou um sinal qualquer.
Mas você não tem coragem, não é mesmo?
E eu não posso prometer nada pro seu medo.
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terça-feira, 30 de setembro de 2008
Restos meus
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Foi numa tarde como essa, de céu pintado à mão, óleo e carvão, que meu coração voltou a caber na palma de uma mão tão pequena quanto a minha.
E todos os clichês caíram mais significativos ainda sobre minha cabeça.
Um coração apertado por ter uma caçamba apertada pra tanta areia.
Por não ter olhares e gestos que pudessem dizer um algo mais.
Por não ter nada além do copo na mão.
Por não fazer parte e não ter uma história e não ser envolvida em qualquer coisa.
E mais uma vez sobraram de mim só os pedaços. Talvez nem mais esses.
Mesmo quando tudo está acontecendo e não tenho mais aqueles motivos tolos, ainda há uma peça quebrada aqui. Sem conserto.
Mas vou continuar gostanto e esperando, mesmo que em vão, mesmo que pela 1074992048 vez eu chegue a conclusão de que o único feito pra mim é meu cachorro Bob.
Os Três Mal-Amados - João Cabral de Melo Neto
"Joaquim:
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato.
O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço.
O amor comeu meus cartões de visita.
O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas.
O amor comeu metros e metros de gravatas.
O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus.
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte."
Foi numa tarde como essa, de céu pintado à mão, óleo e carvão, que meu coração voltou a caber na palma de uma mão tão pequena quanto a minha.
E todos os clichês caíram mais significativos ainda sobre minha cabeça.
Um coração apertado por ter uma caçamba apertada pra tanta areia.
Por não ter olhares e gestos que pudessem dizer um algo mais.
Por não ter nada além do copo na mão.
Por não fazer parte e não ter uma história e não ser envolvida em qualquer coisa.
E mais uma vez sobraram de mim só os pedaços. Talvez nem mais esses.
Mesmo quando tudo está acontecendo e não tenho mais aqueles motivos tolos, ainda há uma peça quebrada aqui. Sem conserto.
Mas vou continuar gostanto e esperando, mesmo que em vão, mesmo que pela 1074992048 vez eu chegue a conclusão de que o único feito pra mim é meu cachorro Bob.
Os Três Mal-Amados - João Cabral de Melo Neto
"Joaquim:
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato.
O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço.
O amor comeu meus cartões de visita.
O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas.
O amor comeu metros e metros de gravatas.
O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus.
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte."
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
The changes have arrived
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Ainda sou a mesma mina que fala de amor
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Para quem não conhece, apresento CASCADURA e a melhor música do mundo por hoje. Bom de doer.
http://www.youtube.com/watch?v=pcmX6J6S6Xs
Mesmo eu estando do outro lado
"Pode ser que num reencontro já não seja mais isso
Nem há esse compromisso
Ainda assim quero te ver
Eu tenho andado distante de tudo e de todos
Meus dias vão correndo e você entrou em meu sonho
É quando o rádio me avisa onde é que eu estou
Com tudo que eu posso ouvir: Me and You
Mesmo eu estando aqui do outro lado."
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Para quem não conhece, apresento CASCADURA e a melhor música do mundo por hoje. Bom de doer.
http://www.youtube.com/watch?v=pcmX6J6S6Xs
Mesmo eu estando do outro lado
"Pode ser que num reencontro já não seja mais isso
Nem há esse compromisso
Ainda assim quero te ver
Eu tenho andado distante de tudo e de todos
Meus dias vão correndo e você entrou em meu sonho
É quando o rádio me avisa onde é que eu estou
Com tudo que eu posso ouvir: Me and You
Mesmo eu estando aqui do outro lado."
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sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Dança da meia noite
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Não se deixe levar pelo encanto da leveza dos meus pés nessa valsa inocente.
A dança pode até parecer prazerosa, mas só eu sei da dor que sinto enquanto meu sangue se transforma em pó seco dentro das veias.
É que eu tô dançando com a solidão, meu bem.
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Não se deixe levar pelo encanto da leveza dos meus pés nessa valsa inocente.
A dança pode até parecer prazerosa, mas só eu sei da dor que sinto enquanto meu sangue se transforma em pó seco dentro das veias.
É que eu tô dançando com a solidão, meu bem.
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quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Do blog do meu amigo...
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Passeando pela blogosfera e visitando pensamentos amigos me deparei com o texto, que eu tomei a liberdade de "ctrl+c / ctrl+v", abaixo. É um texto do meu amigo Leonardo Ulian Dall Evedove, que é duro na queda e doce no abraço, percebe-se seu talento e inteligência só de olharmos para ele, recentemente postado em seu blog: http://leoeoespelho.blogspot.com/
Ah, Leo. Você sabe o quanto eu te admiro. Desde quando você era um menino perdido no interior...
Li, senti. Chorei. Fiz parte. Doeu em tudo que era verdade em mim.
Percebi que ando criando gatos também e até entendi minha recente paixão por eles.
.
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"Da origem dos gatos
Passeando pela blogosfera e visitando pensamentos amigos me deparei com o texto, que eu tomei a liberdade de "ctrl+c / ctrl+v", abaixo. É um texto do meu amigo Leonardo Ulian Dall Evedove, que é duro na queda e doce no abraço, percebe-se seu talento e inteligência só de olharmos para ele, recentemente postado em seu blog: http://leoeoespelho.blogspot.com/
Ah, Leo. Você sabe o quanto eu te admiro. Desde quando você era um menino perdido no interior...
Li, senti. Chorei. Fiz parte. Doeu em tudo que era verdade em mim.
Percebi que ando criando gatos também e até entendi minha recente paixão por eles.
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"Da origem dos gatos
Quem convive com gatos já deve ter percebido que eles sempre desaparecem por microssegundos, que seja, no dia. Há quem diga que surgiram das sombras. Por isso são furtivos, porque são da mesma substância delas. Por isso têm sete vidas, enxergam no escuro e andam sempre de soslaio, quase serpenteando, sem tocar no chão, até. A origem desses felinos seria mágica também, pois o que os tornou o que são foram as lágrimas não derramadas de uma princesa, enclausurada num monastério sombrio há muito tempo atrás. Tão só era ela, que sua solidão lhe consumia o viver e determinava sua maneira de ver as coisas. Em tudo havia cores tristes, tons opacos e o silêncio, que a enlouquecia. Todas as noites durante muito tempo, chorava copiosamente deitada em seu leito, que afundava com o peso das lágrimas, e ia tão fundo que flertava com a passagem para o mundo dos mortos. A dor maior era jamais ter sido tocada por ninguém, e sua companhia durante o dia era uma estátua do jardim, sempre tão constante ao lançar seus olhares. À noite, conforme a posição da lua, a sobra da estátua penetrava no quarto pela janela, e a princesa se apressava em tocar-lhe, com a mão e com a mente, tentando de alguma maneira se ligar a ela. Algumas vezes teve a impressão de vê-la se mexer, em seguida desiludindo-se ao ver que era impossível algo assim acontecer. E m todas as visitas noturnas, e foram muitas, a garota enclausurada pedia que a sombra não fosse embora, que não a deixasse noites inteiras só. E chorou muito nessas ocasiões, sem que as sombras mostrassem que a ouviam, e o tempo passou. Uma noite dessas, bem clara de luar, ela não se levantou da cama, não se mexeu. Não derramou uma lágrima sequer, nenhum som jamais saiu dela de novo. E quem ficou só, naquela noite, foram as sombras, que lhe queriam tocar. Então, duas pequenas porções de sombra separaram-se de seu todo, e caminharam para ela, avançando pela luz da lua, flutuando sobre ela, melindrosas. Desde então, esses pequenos pedaços de sombra vagam pelas ruas da cidade, escondem-se nos cantos das casas, porque são frutos da solidão e do abandono da sombra pela princesa. Permanecem-lhe fiéis até hoje, e por alguns momentos, quando a solidão lhes aperta o coração como uma toada muito triste e aguda, aproximam-se de nós e nos deixam acarinhá-los, para logo em seguida irem adiante assumir seu lugar no todo de onde vieram."
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Um 38 contra o peito
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É. Há muitos sentimentos por aí, né...
E na ânsia de sentir qualquer um que me trouxesse um pouco mais de vida andei confundindo muitos deles.
Nós andamos misturando as coisas. Acho que você concordaria com isso se soubesse.
Meus sentimentos se misturaram aos seus em momentos em que nós precisávamos um do outro, mas de formas diferentes.
E, via de regra comum aos relacionamentos e pessoas intensas, acabamos nos afastando.
Você teve medo. Eu tive medo.
Você conheceu pessoas.
Eu conheci pessoas.
E tudo isso seria tranquilo se ainda hoje eu não acordasse pensando em você.
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É. Há muitos sentimentos por aí, né...
E na ânsia de sentir qualquer um que me trouxesse um pouco mais de vida andei confundindo muitos deles.
Nós andamos misturando as coisas. Acho que você concordaria com isso se soubesse.
Meus sentimentos se misturaram aos seus em momentos em que nós precisávamos um do outro, mas de formas diferentes.
E, via de regra comum aos relacionamentos e pessoas intensas, acabamos nos afastando.
Você teve medo. Eu tive medo.
Você conheceu pessoas.
Eu conheci pessoas.
E tudo isso seria tranquilo se ainda hoje eu não acordasse pensando em você.
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terça-feira, 16 de setembro de 2008
Permissão
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Minha vida em relação à sua ficou tão difícil.
Você está sumindo de todos meus espaços aos pouquinhos...
E eu não consigo mais te alcançar. Eu sei que eu já não conseguia te alcançar antes mas é que tá cada vez mais difícil.
Sua presença, sua voz e sua foto me faltam. Até seu silêncio me falta.
E essa sua falta me dói tanto.
Dói tanto que perco o ar.
E qualquer música de propaganda parece ter sido feita pra minha dor, porque minha dor já não precisa mais de pretextos para ser.
E olha que dói. Muito.
Parece que tem um elefante sentado nas minhas costelas.
Sinto falta até daquele seu olhar de desprezo por pensar que eu me achava demais... mas era tudo fingimento, meu bem. Pra parecer mais interessante pra você.
Sempre pra você. Tudo pra você.
A maquiagem, as roupas, as bebidinhas, o ar bêbado e corajoso, meu tom irônico, calar por medo de revelar minha estupidez imatura diante de tudo que você é.
Quando o que eu mais queria era ouvir suas histórias adolescentes, ouvir você me mandando calar a boca, e tirar toda minha roupa pra você só pra você me olhar daquele jeito que eu adoro.
Daquele seu jeito.
Mas não é assim, não é mesmo?
Você não permite que seja.
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Minha vida em relação à sua ficou tão difícil.
Você está sumindo de todos meus espaços aos pouquinhos...
E eu não consigo mais te alcançar. Eu sei que eu já não conseguia te alcançar antes mas é que tá cada vez mais difícil.
Sua presença, sua voz e sua foto me faltam. Até seu silêncio me falta.
E essa sua falta me dói tanto.
Dói tanto que perco o ar.
E qualquer música de propaganda parece ter sido feita pra minha dor, porque minha dor já não precisa mais de pretextos para ser.
E olha que dói. Muito.
Parece que tem um elefante sentado nas minhas costelas.
Sinto falta até daquele seu olhar de desprezo por pensar que eu me achava demais... mas era tudo fingimento, meu bem. Pra parecer mais interessante pra você.
Sempre pra você. Tudo pra você.
A maquiagem, as roupas, as bebidinhas, o ar bêbado e corajoso, meu tom irônico, calar por medo de revelar minha estupidez imatura diante de tudo que você é.
Quando o que eu mais queria era ouvir suas histórias adolescentes, ouvir você me mandando calar a boca, e tirar toda minha roupa pra você só pra você me olhar daquele jeito que eu adoro.
Daquele seu jeito.
Mas não é assim, não é mesmo?
Você não permite que seja.
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segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Sem adereços
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Socorro.
Eu tô precisando de um abraço seu.
Tô precisando saber que posso confiar que você não vai dar em cima da minha amiga só porque ela é mais bonita.
Você sabe que tô precisando de dinheiro e que por isso anda difícil esbarrar você por aí.
Tô precisando de algum sinal ou algum milagre que me diga que tudo vai dar certo ainda nessa vida...
Preciso ouvir da boca de qualquer um que é possível que alguém goste de mim só por eu ser quem sou. Que é possível alguém gostar de mim. Simples assim. Sem adereços ou muitas palavras.
Preciso ainda mais ouvir isso da sua boca.
Preciso ganhar na loteria para que eu não morra do coração ou tenha um aneurisma aos 23 anos.
Preciso que você saiba que eu gosto de você. Preciso que você saiba que é muito.
Preciso que você olhe pra mim do jeito que eu tô esperando desde outubro de 2006. Desde quando você não tinha consciência da minha existência.
Tô precisando de talento pra tudo isso.
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Socorro.
Eu tô precisando de um abraço seu.
Tô precisando saber que posso confiar que você não vai dar em cima da minha amiga só porque ela é mais bonita.
Você sabe que tô precisando de dinheiro e que por isso anda difícil esbarrar você por aí.
Tô precisando de algum sinal ou algum milagre que me diga que tudo vai dar certo ainda nessa vida...
Preciso ouvir da boca de qualquer um que é possível que alguém goste de mim só por eu ser quem sou. Que é possível alguém gostar de mim. Simples assim. Sem adereços ou muitas palavras.
Preciso ainda mais ouvir isso da sua boca.
Preciso ganhar na loteria para que eu não morra do coração ou tenha um aneurisma aos 23 anos.
Preciso que você saiba que eu gosto de você. Preciso que você saiba que é muito.
Preciso que você olhe pra mim do jeito que eu tô esperando desde outubro de 2006. Desde quando você não tinha consciência da minha existência.
Tô precisando de talento pra tudo isso.
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quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Admiração literária
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E hoje, trechos da peça "Para Alguns a Noite é Azul", do Sr. Dramaturgo (e amigo meu) Mário Bortolotto, escrita em 1987...
É um de meus textos favoritos.
"Ele só anda a deriva
do outro lado da avenida
e não tem sangue nos olhos como muitos dizem por aí
De vez em quando masca chicletes
e decifra fórmulas matemáticas
assobia "A Marselhesa"
quando passa em seu andar "Groucho Marx"
e vê as garotas
encostadas em reluzentes conversíveis amarelos
ele tá pouco se lixando pra suas dentaduras
e pro que tá acontecendo no Oriente Médio
suas preocupações filosóficas tão mais pro bairro operário
onde cresceu
cheio de malandros de andar swingado e olhos de lince
também tem um maninho aleijado que adora chupar
sorvetes
e uma priminha que dança no corpo de baile
e se veste com plumas e penas de pavão
e distribui presentes de natal
para suas quinze amiguinhas do peito
Ele fica alto ao entardecer
e sobe o morro com uma garrafa de vinho
e declama poemas beats para Osíris
têm dias que eu olho pra ele e digo: "você é muito louco"
ele nada diz, ele nunca diz nada
ele tá acima das palavras
ele é um capitão pirata, é um inca sacana
é o poeta da gestualidade
ele fala uma língua que arranca relâmpagos do asfalto
e quando alguém dá pela falta dele
e pergunta onde é que ele se meteu
eu sei que ele tá "alone"
no cemitério de automóveis
só sacando o mundo
por detrás dos seus melancólicos óculos escuros."
É, ele tá acima das palavras.
Küssen für alles.
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E hoje, trechos da peça "Para Alguns a Noite é Azul", do Sr. Dramaturgo (e amigo meu) Mário Bortolotto, escrita em 1987...
É um de meus textos favoritos.
"Ele só anda a deriva
do outro lado da avenida
e não tem sangue nos olhos como muitos dizem por aí
De vez em quando masca chicletes
e decifra fórmulas matemáticas
assobia "A Marselhesa"
quando passa em seu andar "Groucho Marx"
e vê as garotas
encostadas em reluzentes conversíveis amarelos
ele tá pouco se lixando pra suas dentaduras
e pro que tá acontecendo no Oriente Médio
suas preocupações filosóficas tão mais pro bairro operário
onde cresceu
cheio de malandros de andar swingado e olhos de lince
também tem um maninho aleijado que adora chupar
sorvetes
e uma priminha que dança no corpo de baile
e se veste com plumas e penas de pavão
e distribui presentes de natal
para suas quinze amiguinhas do peito
Ele fica alto ao entardecer
e sobe o morro com uma garrafa de vinho
e declama poemas beats para Osíris
têm dias que eu olho pra ele e digo: "você é muito louco"
ele nada diz, ele nunca diz nada
ele tá acima das palavras
ele é um capitão pirata, é um inca sacana
é o poeta da gestualidade
ele fala uma língua que arranca relâmpagos do asfalto
e quando alguém dá pela falta dele
e pergunta onde é que ele se meteu
eu sei que ele tá "alone"
no cemitério de automóveis
só sacando o mundo
por detrás dos seus melancólicos óculos escuros."
É, ele tá acima das palavras.
Küssen für alles.
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Reclames Cotidianos
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Ando vendo um monte de coisas bonitas. Essas coisas andam se jogando aos meus olhos.
E ando tendo um número considerável de constatações.
Tudo em silêncio.
Ontem tive o privilégio de pegar o trem e assistir o sol se pôr ao som de Regina Spektor (minha amiga e trilha sonora cotidiana mais recente).
E percebi que aquilo tudo me bastava naquele momento.
Digo aquilo tudo pela riqueza emocional que me trouxe, porque na verdade não eram muitas coisas... Eram só: um trem, uma menina de all star e um mp4. Ah, e o sol, protagonista daquela beleza e calmaria toda.
Percebi como a beleza é fundamental na vida das pessoas. Como faz bem.
Em todas as formas.
Passei uma vida inteira me perguntando qual a utilidade das pessoas bonitas...
Elas distribuem alegria de graça. Iluminam qualquer ambiente em que entram, em que permanecem, em que passam. Fazem bem aos olhos e à alma dos outros e muitas vezes nem sabem disso. E isso é bom demais.
As pessoas ao se depararem com a beleza, seja de um quadro, de um rosto, de uma poesia, de um gesto, esquecem das pequenas coisas, das insastifações, dos problemas, etc...
Mesmo que por um segundo, tudo fica mais leve e dá aquela sensação de que o dia valeu a pena.
É um espécie estranha de compensação.
E a beleza está nas coisas mais simples.
Minha apreciação pelas coisas simples tem crescido, seja uma paradinha para um café, uma livraria de portas abertas, uma caminhada na av. Paulista, um abraço fora de hora, um prato de arroz e feijão bem feitinho, um oi virtual daquele cara, sentar no sol ao lado de meus cachorros e assistir o pêlo deles brilhando depois do banho, ter tempo de ler um livro, ir à padaria e encontrar um vizinho, sentir o cheiro da chuva...
Tá. Agora chega, porque isso tá parecendo comercial de seguro de vida.
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Ando vendo um monte de coisas bonitas. Essas coisas andam se jogando aos meus olhos.
E ando tendo um número considerável de constatações.
Tudo em silêncio.
Ontem tive o privilégio de pegar o trem e assistir o sol se pôr ao som de Regina Spektor (minha amiga e trilha sonora cotidiana mais recente).
E percebi que aquilo tudo me bastava naquele momento.
Digo aquilo tudo pela riqueza emocional que me trouxe, porque na verdade não eram muitas coisas... Eram só: um trem, uma menina de all star e um mp4. Ah, e o sol, protagonista daquela beleza e calmaria toda.
Percebi como a beleza é fundamental na vida das pessoas. Como faz bem.
Em todas as formas.
Passei uma vida inteira me perguntando qual a utilidade das pessoas bonitas...
Elas distribuem alegria de graça. Iluminam qualquer ambiente em que entram, em que permanecem, em que passam. Fazem bem aos olhos e à alma dos outros e muitas vezes nem sabem disso. E isso é bom demais.
As pessoas ao se depararem com a beleza, seja de um quadro, de um rosto, de uma poesia, de um gesto, esquecem das pequenas coisas, das insastifações, dos problemas, etc...
Mesmo que por um segundo, tudo fica mais leve e dá aquela sensação de que o dia valeu a pena.
É um espécie estranha de compensação.
E a beleza está nas coisas mais simples.
Minha apreciação pelas coisas simples tem crescido, seja uma paradinha para um café, uma livraria de portas abertas, uma caminhada na av. Paulista, um abraço fora de hora, um prato de arroz e feijão bem feitinho, um oi virtual daquele cara, sentar no sol ao lado de meus cachorros e assistir o pêlo deles brilhando depois do banho, ter tempo de ler um livro, ir à padaria e encontrar um vizinho, sentir o cheiro da chuva...
Tá. Agora chega, porque isso tá parecendo comercial de seguro de vida.
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domingo, 7 de setembro de 2008
A pretty piece of...
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Conheci uma pessoa.
Uma hora depois de ontem.
É tão bom conhecer pessoas.
Surge essa impressão de novas portas. Oportunidades.
Novas vivências, aprendizado, histórias engraçadas ou tristes, histórias.
Mal conheci e já tive a chance de uma história nova.
Mesmo que pequena, mesmo que efêmera...
Nem quero pensar daqui em diante. Porque pode doer.
Porque pode não haver.
Mas gostei do que houve.
Gostei das pequenas provocações. Gostei da mania de tirar fotos.
Gostei do corpo dele e dos olhares. Gostei desse jeito barulhento de fazer gracinhas.
Gostei da agilidade do pensamento à safadeza no carro.
Gostei da forma como aparentemente advinhou meu signo. Mesmo após eu ter errado o dele duas vezes.
Gostei de conhecê-lo ficando bêbado, pouco e muito.
Mesmo quando o que eu queria era conhecê-lo sóbrio...
Gostei do jeito tão direto e tão raro.
Mas o que eu mais gostei mesmo foi da forma como ele me irritava e dos olhares que me dava.
Bastava. Naquele momento, ele me bastava.
E fazia tempo que não me divertia dessa maneira.
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Conheci uma pessoa.
Uma hora depois de ontem.
É tão bom conhecer pessoas.
Surge essa impressão de novas portas. Oportunidades.
Novas vivências, aprendizado, histórias engraçadas ou tristes, histórias.
Mal conheci e já tive a chance de uma história nova.
Mesmo que pequena, mesmo que efêmera...
Nem quero pensar daqui em diante. Porque pode doer.
Porque pode não haver.
Mas gostei do que houve.
Gostei das pequenas provocações. Gostei da mania de tirar fotos.
Gostei do corpo dele e dos olhares. Gostei desse jeito barulhento de fazer gracinhas.
Gostei da agilidade do pensamento à safadeza no carro.
Gostei da forma como aparentemente advinhou meu signo. Mesmo após eu ter errado o dele duas vezes.
Gostei de conhecê-lo ficando bêbado, pouco e muito.
Mesmo quando o que eu queria era conhecê-lo sóbrio...
Gostei do jeito tão direto e tão raro.
Mas o que eu mais gostei mesmo foi da forma como ele me irritava e dos olhares que me dava.
Bastava. Naquele momento, ele me bastava.
E fazia tempo que não me divertia dessa maneira.
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sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Afogamento
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Por favor, alguém me ajuda?
Preciso de alguém que possa me ajudar. É sério.
Eu (ainda) preciso de um emprego e acho que perdi meu coração em qualquer esquina.
Perdi mesmo. É sério. Não consigo mais escutar meu coração batendo.
Perdi o pulso. Minha pulsação e meus pulsos.
Não escuto e nem sinto.
Mas antes de qualquer coisa preciso de um bom emprego.
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Por favor, alguém me ajuda?
Preciso de alguém que possa me ajudar. É sério.
Eu (ainda) preciso de um emprego e acho que perdi meu coração em qualquer esquina.
Perdi mesmo. É sério. Não consigo mais escutar meu coração batendo.
Perdi o pulso. Minha pulsação e meus pulsos.
Não escuto e nem sinto.
Mas antes de qualquer coisa preciso de um bom emprego.
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quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Às 2:17 am
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Se isso é tudo que eu posso ter de você, tudo bem, eu me contento com esse tudo que você pode me dar.
Não tenho ciúme do seu passado, nem tenho ciúme do seu futuro. Mas não posso negar que tenho ciúme do seu presente, principalmente quando seu presente deveria ser do meu lado.
Com o coração aquecido por um par de saudades que andei matando. Por um par de olhares que recebi. Por saber que a gente tava rindo junto daquelas histórias todas...
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Se isso é tudo que eu posso ter de você, tudo bem, eu me contento com esse tudo que você pode me dar.
Não tenho ciúme do seu passado, nem tenho ciúme do seu futuro. Mas não posso negar que tenho ciúme do seu presente, principalmente quando seu presente deveria ser do meu lado.
Com o coração aquecido por um par de saudades que andei matando. Por um par de olhares que recebi. Por saber que a gente tava rindo junto daquelas histórias todas...
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segunda-feira, 25 de agosto de 2008
domingo, 24 de agosto de 2008
Soulmates: 'till the last drop of whisky
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Eu vou casar com o silêncio.
É incrível como todo fim de noite me encontro na companhia única e exclusiva do silêncio...
Pode até haver algum sino dos ventos longínquo. Mas todos os sons estacionam na madrugada.
Mesmo que haja festa em algum lugar e pessoas rindo e pessoas namorando e gente dançando e toda china torcendo nas olímpiadas do outro lado do mundo, eu sempre tenho esse inevitável encontro marcado com silêncio.
É assim todas as madrugadas.
Olha, eu não moro sozinha. Tenho pai, mãe, cachorro, jardim, mesa de sinuca.
Toda noite eu rezo pela cia de qualquer som... mas o silêncio me abraça.
E isso não quer dizer que eu esteja em paz ou que eu tenha paz.
Quer dizer apenas que tenho silêncio.
Uma das lições aprendidas nessa vida é que a paz está dentro da cabeça do ser humano. Dentro da minha cabeça. E eu nunca estive em paz. Nem quando eu tinha 2 anos de idade.
Quixote guardou os moinhos de vento dentro da minha cabeça. Há esse eterno zumbido.
Às vezes, nem pensar eu consigo.
Mesmo em meio ao silêncio.
Mas não é uma companhia da qual eu possa reclamar.
Silêncio me faz bem...
E é por isso que vou casar com silêncio.
E vou manter o whisky como amante, mas isso é uma história completamente diferente.
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Eu vou casar com o silêncio.
É incrível como todo fim de noite me encontro na companhia única e exclusiva do silêncio...
Pode até haver algum sino dos ventos longínquo. Mas todos os sons estacionam na madrugada.
Mesmo que haja festa em algum lugar e pessoas rindo e pessoas namorando e gente dançando e toda china torcendo nas olímpiadas do outro lado do mundo, eu sempre tenho esse inevitável encontro marcado com silêncio.
É assim todas as madrugadas.
Olha, eu não moro sozinha. Tenho pai, mãe, cachorro, jardim, mesa de sinuca.
Toda noite eu rezo pela cia de qualquer som... mas o silêncio me abraça.
E isso não quer dizer que eu esteja em paz ou que eu tenha paz.
Quer dizer apenas que tenho silêncio.
Uma das lições aprendidas nessa vida é que a paz está dentro da cabeça do ser humano. Dentro da minha cabeça. E eu nunca estive em paz. Nem quando eu tinha 2 anos de idade.
Quixote guardou os moinhos de vento dentro da minha cabeça. Há esse eterno zumbido.
Às vezes, nem pensar eu consigo.
Mesmo em meio ao silêncio.
Mas não é uma companhia da qual eu possa reclamar.
Silêncio me faz bem...
E é por isso que vou casar com silêncio.
E vou manter o whisky como amante, mas isso é uma história completamente diferente.
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sábado, 23 de agosto de 2008
Algo Más Fuerte
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Você sabia que cada vez que penso em você ou falo seu nome meu coração mostra que habita o peito meu batendo mais forte?
Você sabia que todas as noites você aparece em meus sonhos das formas mais loucas e variadas pra me comer do jeito mais avassalador ou mesmo só pra me dar conselhos bobos?
Você sabia que passo cada segundo dos meus dias me esforçando pra não lembrar de nada seu?
E que é sempre um desperdício de energia porque você aparece toda noite?
Você sabia que adoro cada uma das manifestações do meu inconsciente porque no final das contas essas manifestações são tudo o que tenho de você?
E que me agarro a cada uma dessas manifestações
e a cada uma dessas lembranças
e a cada um desses efeitos que você imprime em meu corpo
Porque minha vida, meu sangue, meu sexo, meu cérebro e tudo que há em mim precisa de você.
E isso é tudo que tenho de você...
E isso é tudo que posso esperar de você.
E isso é tudo que posso esperar de você?
E é tudo tão ridículo porque você nunca me visita, nem nunca me lê, nem nunca se lembra, nem nunca me leva a sério... rárá. Sequer me leva a sério. E por isso mesmo nunca vai saber.
E mesmo não sabendo e não me levando a sério você não consegue me perder.
Você quer saber qual é minha vontade?
Minha vontade é chegar naquele lugar que eu sei que é certo te encontrar, passar por você sem olhar nessa sua cara de vagabundo insolente, comprar uma garrafa de vinho pra beber sozinha direto do gargalo, te cumprimentar apenas com o olhar, meu melhor olhar de desprezo, e após o último gole do meu vinho barato chegar em você e lascar um beijo nessa sua boca malcriada...
Deixando você conhecer tudo que há de mais forte em mim. E que é seu. Porque você não consegue me perder.
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Você sabia que cada vez que penso em você ou falo seu nome meu coração mostra que habita o peito meu batendo mais forte?
Você sabia que todas as noites você aparece em meus sonhos das formas mais loucas e variadas pra me comer do jeito mais avassalador ou mesmo só pra me dar conselhos bobos?
Você sabia que passo cada segundo dos meus dias me esforçando pra não lembrar de nada seu?
E que é sempre um desperdício de energia porque você aparece toda noite?
Você sabia que adoro cada uma das manifestações do meu inconsciente porque no final das contas essas manifestações são tudo o que tenho de você?
E que me agarro a cada uma dessas manifestações
e a cada uma dessas lembranças
e a cada um desses efeitos que você imprime em meu corpo
Porque minha vida, meu sangue, meu sexo, meu cérebro e tudo que há em mim precisa de você.
E isso é tudo que tenho de você...
E isso é tudo que posso esperar de você.
E isso é tudo que posso esperar de você?
E é tudo tão ridículo porque você nunca me visita, nem nunca me lê, nem nunca se lembra, nem nunca me leva a sério... rárá. Sequer me leva a sério. E por isso mesmo nunca vai saber.
E mesmo não sabendo e não me levando a sério você não consegue me perder.
Você quer saber qual é minha vontade?
Minha vontade é chegar naquele lugar que eu sei que é certo te encontrar, passar por você sem olhar nessa sua cara de vagabundo insolente, comprar uma garrafa de vinho pra beber sozinha direto do gargalo, te cumprimentar apenas com o olhar, meu melhor olhar de desprezo, e após o último gole do meu vinho barato chegar em você e lascar um beijo nessa sua boca malcriada...
Deixando você conhecer tudo que há de mais forte em mim. E que é seu. Porque você não consegue me perder.
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Fora da Lei - Alice Bell Confessions: Light Version
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Por toda uma existência meus sentimentos estiveram fora da lei.
E reeducá-los definitivamente não tem sido uma tarefa fácil.
Sempre gostei das pessoas erradas. Sempre me ferrei ao lado dessas pessoas.
Mas sempre gostei disso também.
De gostar das pessoas erradas e só descobrir que eram erradas muito tempo depois e de me ferrar com elas e por elas.
Talvez Freud consiga explicar tudo.
Talvez alguns amigos mais próximos tiveram razão quando me falavam sobre medo de envolvimento, e de certas esquisitices do tipo que acometem pessoas mal resolvidas.
Ando recebendo alguns elogios ali e aqui, e ando ouvindo certas pequenas declarações de amor e/ou tesão e ando achando isso tudo muito ótimo.
Se fosse possível eu me dividiria em mil pedaços, ou em todos os pedaços e e me entregaria ao amor e tesão de todas essas pessoas que me olham com olhos certos-errados e deliciosos.
Mas a vida não é assim, não é mesmo?
Não que seja proibido. Porque a vida poderia ser assim desproibida por completo.
Mas para o que ando buscando ultimamente preciso me concentrar.
E o que ando querendo requer uma certa disciplina, que é coisa que perdi por volta dos 11 anos de idade...
Deixar de ser fora da lei não é fácil, nem tem graça nenhuma, talvez sequer faça alguma diferença positiva, mas chega um momento em que essas gracinhas de peripécias adolescentes precisam ser superadas.
E eu juro que ando buscando alguém assim, maduro o suficiente pra isso.
Que queira evoluir simplesmente por já ter evoluído.
Às vezes chego a pensar que as pessoas só olham para mim e já pensam em sexo. Acho até que já ouvi isso saindo da boca de alguém direta e claramente.
O que é bom, pois nunca ouvi alguém no bar dizendo que estava com vontade de transar com a "alma ou essência" de fulaninha...
Mas isso não significa que eu me vista de forma provocante (o que eu definitivamente não faço) ou que eu tenha tal postura e atitudes (que também definitivamente não tenho).
Sou é muito moleca e boba para todo esse papo de ser irresistível e ter malícia.
E comprovadamente em 98% das vezes não percebo o que está acontecendo até alguma amiga mais espertinha me avisar.
Mas continuo insistindo em erros e estou verdadeiramente no clima de abolí-los, pelo menos, até segunda ordem.
E estou completamente tomada por aquela vontade absurda daquele cara mais velho que saberia do que eu estou falando se lesse essa baboseira toda que vou deixar aqui.
Mas como sempre, ele não vai ler, e se ler vai ter dúvida de quem ele é e não vai chegar com aquele jeito decidido e cheio de tesão que eu queria ver no corpo e nos olhos dele e eu vou mais uma vez perder o interesse por mais um cara errado.
E ele sequer vai se dar a chance de acertar.
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Por toda uma existência meus sentimentos estiveram fora da lei.
E reeducá-los definitivamente não tem sido uma tarefa fácil.
Sempre gostei das pessoas erradas. Sempre me ferrei ao lado dessas pessoas.
Mas sempre gostei disso também.
De gostar das pessoas erradas e só descobrir que eram erradas muito tempo depois e de me ferrar com elas e por elas.
Talvez Freud consiga explicar tudo.
Talvez alguns amigos mais próximos tiveram razão quando me falavam sobre medo de envolvimento, e de certas esquisitices do tipo que acometem pessoas mal resolvidas.
Ando recebendo alguns elogios ali e aqui, e ando ouvindo certas pequenas declarações de amor e/ou tesão e ando achando isso tudo muito ótimo.
Se fosse possível eu me dividiria em mil pedaços, ou em todos os pedaços e e me entregaria ao amor e tesão de todas essas pessoas que me olham com olhos certos-errados e deliciosos.
Mas a vida não é assim, não é mesmo?
Não que seja proibido. Porque a vida poderia ser assim desproibida por completo.
Mas para o que ando buscando ultimamente preciso me concentrar.
E o que ando querendo requer uma certa disciplina, que é coisa que perdi por volta dos 11 anos de idade...
Deixar de ser fora da lei não é fácil, nem tem graça nenhuma, talvez sequer faça alguma diferença positiva, mas chega um momento em que essas gracinhas de peripécias adolescentes precisam ser superadas.
E eu juro que ando buscando alguém assim, maduro o suficiente pra isso.
Que queira evoluir simplesmente por já ter evoluído.
Às vezes chego a pensar que as pessoas só olham para mim e já pensam em sexo. Acho até que já ouvi isso saindo da boca de alguém direta e claramente.
O que é bom, pois nunca ouvi alguém no bar dizendo que estava com vontade de transar com a "alma ou essência" de fulaninha...
Mas isso não significa que eu me vista de forma provocante (o que eu definitivamente não faço) ou que eu tenha tal postura e atitudes (que também definitivamente não tenho).
Sou é muito moleca e boba para todo esse papo de ser irresistível e ter malícia.
E comprovadamente em 98% das vezes não percebo o que está acontecendo até alguma amiga mais espertinha me avisar.
Mas continuo insistindo em erros e estou verdadeiramente no clima de abolí-los, pelo menos, até segunda ordem.
E estou completamente tomada por aquela vontade absurda daquele cara mais velho que saberia do que eu estou falando se lesse essa baboseira toda que vou deixar aqui.
Mas como sempre, ele não vai ler, e se ler vai ter dúvida de quem ele é e não vai chegar com aquele jeito decidido e cheio de tesão que eu queria ver no corpo e nos olhos dele e eu vou mais uma vez perder o interesse por mais um cara errado.
E ele sequer vai se dar a chance de acertar.
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terça-feira, 12 de agosto de 2008
In meinem Herzen
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EU AMO TEATRO
Quanto mais tento me afastar, com mais força o teatro me arrasta de volta.
Eu amo... amo amo o teatro.
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EU AMO TEATRO
Quanto mais tento me afastar, com mais força o teatro me arrasta de volta.
Eu amo... amo amo o teatro.
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domingo, 10 de agosto de 2008
Tic Tac Tic Tac
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The clock is ticking away
As horas que não dormi na noite passada
Consigo ouvir o barulho da geladeira pensando em gelo no silêncio frio da casa adormecida
O pó do sono já foi devidamente entregue e depositado sobre as pálpebras, segundo prescrição médica
Mas o efeito tarda no barulho incessante dos ponteiros do relógio
Os programas pornôs do início da madrugada já zombam de mim
E as luzes piscam embriagadas do sono que me roubaram
Mais uma segunda-feira sem trabalho se anuncia, só para o meu desespero
Evitei os doces e o café, mas tem noites que a insônia não precisa de razões para se tornar inevitável
O relógio me encara a noite inteira, ameaçando gritar só pra perturbar o sono, recém conquistado, se revelando perito em terrorismo psicológico
Tic Tac Tic Tac
The clock is ticking away
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The clock is ticking away
As horas que não dormi na noite passada
Consigo ouvir o barulho da geladeira pensando em gelo no silêncio frio da casa adormecida
O pó do sono já foi devidamente entregue e depositado sobre as pálpebras, segundo prescrição médica
Mas o efeito tarda no barulho incessante dos ponteiros do relógio
Os programas pornôs do início da madrugada já zombam de mim
E as luzes piscam embriagadas do sono que me roubaram
Mais uma segunda-feira sem trabalho se anuncia, só para o meu desespero
Evitei os doces e o café, mas tem noites que a insônia não precisa de razões para se tornar inevitável
O relógio me encara a noite inteira, ameaçando gritar só pra perturbar o sono, recém conquistado, se revelando perito em terrorismo psicológico
Tic Tac Tic Tac
The clock is ticking away
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Seeking
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Eu sei que sou melhor do que isso.
Mas ando tendo uma dificuldade tremenda em mostrar...
E, à parte disso, uma dificuldade absurda em sentir.
E medo. Muito medo.
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Eu sei que sou melhor do que isso.
Mas ando tendo uma dificuldade tremenda em mostrar...
E, à parte disso, uma dificuldade absurda em sentir.
E medo. Muito medo.
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sábado, 9 de agosto de 2008
No sal do mar
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Já tem uns 4 anos que eu não vou à praia.
Isso sim é um pecado ao sul do Equador.
Uma vontade e uma necessidade de entrar em contato com a natureza, de descarregar no sal do mar.
Vontade de sol na pele. Não necessariamente no verão. Apenas um dia claro.
Vontade de deixar o mar me levar pra dentro dele.
Vontade do abraço que eu não conheço.
Ficar ali flutuando nas ondas deixando a pele queimar.
De deitar na areia observando as várias cores das pipas empinadas pelos meninos.
De sentir cheiro de camarão frito. E comer besteiras proibidas pela mãe aos cinco anos.
Saudade de ouvir as histórias que as conchas contavam silenciosamente ao pé do ouvido.
Da tentativa de fazer castelos na areia, que se resumiam a montes molhados e desmoronados. Todos castelos ruíam porque eram de areia.
Saudade de pegar punhado d'areia na mão e ficar analisando e comparando grãos.
Cheiro de protetor solar.
Corpo levemente quente à noite de muito sol do dia.
Picolé na praia. Sorvete de casquinha no centrinho à noite.
Bolas de sabão.
Água viva. Caçar corrupto.
Pegar jacarezinho. Ralar o joelho na areia do raso.
Arder os olhos de sal do mar.
Alívio da pele na água doce do banho.
Sono do fim do dia. Carregar as energias na cama.
Descarregar no sal do mar.

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Já tem uns 4 anos que eu não vou à praia.
Isso sim é um pecado ao sul do Equador.
Uma vontade e uma necessidade de entrar em contato com a natureza, de descarregar no sal do mar.
Vontade de sol na pele. Não necessariamente no verão. Apenas um dia claro.
Vontade de deixar o mar me levar pra dentro dele.
Vontade do abraço que eu não conheço.
Ficar ali flutuando nas ondas deixando a pele queimar.
De deitar na areia observando as várias cores das pipas empinadas pelos meninos.
De sentir cheiro de camarão frito. E comer besteiras proibidas pela mãe aos cinco anos.
Saudade de ouvir as histórias que as conchas contavam silenciosamente ao pé do ouvido.
Da tentativa de fazer castelos na areia, que se resumiam a montes molhados e desmoronados. Todos castelos ruíam porque eram de areia.
Saudade de pegar punhado d'areia na mão e ficar analisando e comparando grãos.
Cheiro de protetor solar.
Corpo levemente quente à noite de muito sol do dia.
Picolé na praia. Sorvete de casquinha no centrinho à noite.
Bolas de sabão.
Água viva. Caçar corrupto.
Pegar jacarezinho. Ralar o joelho na areia do raso.
Arder os olhos de sal do mar.
Alívio da pele na água doce do banho.
Sono do fim do dia. Carregar as energias na cama.
Descarregar no sal do mar.

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quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Não preciso.
É impressionante como, de repente, eu simplesmente não preciso.
E então, escrever já não me ajuda mais...
E eu não sei o que de tão bom meu futuro reserva que possa me dar força pra insistir nessa palhaçada.
Porque viver é uma palhaçada mesmo.
E eu juro que eu não sei o que eu tô fazendo aqui.
E então, escrever já não me ajuda mais...
E eu não sei o que de tão bom meu futuro reserva que possa me dar força pra insistir nessa palhaçada.
Porque viver é uma palhaçada mesmo.
E eu juro que eu não sei o que eu tô fazendo aqui.
Desaba(fo)
Vou confessar que não anda nada fácil...
Às vezes parece que nunca mais vou conseguir sair do lugar.
Desse lugar que não escolhi estar.
Logo eu, que sempre apreciei mudanças, não estou vendo nada mudar.
É incrivelmente fácil acabar com a vida de alguém.
É doloroso e chato.
Eu sempre odiei expectativas. E agora vivo delas.
Viver de expectativas sem ter esperança é muito triste.
Estou achando que está na hora de mudar de novo.
Mudar radicalmente.
Mas eu não sei qual rumo tomar.
Talvez seja a hora de inventar um rumo novo. De fazer uma nova escolha.
Talvez seja mesmo a hora de radicalizar e mandar o resto todo tomar no cu.
Às vezes parece que nunca mais vou conseguir sair do lugar.
Desse lugar que não escolhi estar.
Logo eu, que sempre apreciei mudanças, não estou vendo nada mudar.
É incrivelmente fácil acabar com a vida de alguém.
É doloroso e chato.
Eu sempre odiei expectativas. E agora vivo delas.
Viver de expectativas sem ter esperança é muito triste.
Estou achando que está na hora de mudar de novo.
Mudar radicalmente.
Mas eu não sei qual rumo tomar.
Talvez seja a hora de inventar um rumo novo. De fazer uma nova escolha.
Talvez seja mesmo a hora de radicalizar e mandar o resto todo tomar no cu.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Caixinha de música
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Estou dançando ao som de uma caixinha de música bem linda.
Uma música que parece feita de cristal.
Estou dançando como uma boneca com sapatilhas prata enquanto a corda que me deram não acaba.
Deram corda na caixinha de música e em mim.
Não sei qual de nós vai se acabar primeiro.
Mas, de qualquer forma, não fui eu quem pagou pra ver.
Para acompanhar a leitura: http://www.youtube.com/watch?v=eacQarALGzA&feature=related
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Estou dançando ao som de uma caixinha de música bem linda.
Uma música que parece feita de cristal.
Estou dançando como uma boneca com sapatilhas prata enquanto a corda que me deram não acaba.
Deram corda na caixinha de música e em mim.
Não sei qual de nós vai se acabar primeiro.
Mas, de qualquer forma, não fui eu quem pagou pra ver.
Para acompanhar a leitura: http://www.youtube.com/watch?v=eacQarALGzA&feature=related
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quinta-feira, 31 de julho de 2008
Não me atrevo
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É sério. Não me atrevo.
Não me atrevo a me meter com vocês.
Vocês são crescidos e casados e bem resolvidos e semi-vacinados e estrelados.
Vou ficar na minha. Eu não tenho nada a oferecer pra vocês.
E vocês, por incrível que pareça, têm menos ainda a me oferecer.
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É sério. Não me atrevo.
Não me atrevo a me meter com vocês.
Vocês são crescidos e casados e bem resolvidos e semi-vacinados e estrelados.
Vou ficar na minha. Eu não tenho nada a oferecer pra vocês.
E vocês, por incrível que pareça, têm menos ainda a me oferecer.
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terça-feira, 29 de julho de 2008
Cuida de mim
http://www.youtube.com/watch?v=W6igEPWb6Xg&feature=related
Pra falar verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer as vezes que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo
Tanto faz não satisfaz o que preciso
Além do mais, quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou;
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.
Cuida de mim enquanto não esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo.
Basta as penas que eu mesmo sinto de mim
Junto todas, crio asas, viro querubim
Sou da cor, do tom, sabor e som que quiser ouvir
Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir
Quero mais, quero a paz que me prometeu
Volto atrás, se voltar atrás assim como eu.
Busquei quem sou
Voce, pra mim, mostrou
Que eu não estou sozinho nesse mundo.
Cuida de mim enquanto não esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo.
Pra falar verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer as vezes que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo
Tanto faz não satisfaz o que preciso
Além do mais, quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou;
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.
Cuida de mim enquanto não esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo.
Basta as penas que eu mesmo sinto de mim
Junto todas, crio asas, viro querubim
Sou da cor, do tom, sabor e som que quiser ouvir
Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir
Quero mais, quero a paz que me prometeu
Volto atrás, se voltar atrás assim como eu.
Busquei quem sou
Voce, pra mim, mostrou
Que eu não estou sozinho nesse mundo.
Cuida de mim enquanto não esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Constatação
Eu juro, pela minha vida, que tudo o que eu queria essa noite era poder olhar pro lado, deitada na cama, e te dizer:
Boa noite, meu amor.
Boa noite, meu amor.
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